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Meu gato precisa sair sozinho para ser feliz?

Oi,

Passei aqui hoje pra falar sobre algo que eu acho muito importante. Sei que muitos discordam de mim a respeito disso e primeiramente eu gostaria de dizer que eu sei que ninguém quer o mal pro próprio bichinho e que todo mundo faz com as melhores das intenções o que julga ser melhor para ele.

Existe esse mito de que os gatos precisam ser livres para sair quando quiserem sozinhos. Eu discordo totalmente. A maioria das pessoas vai dizer que “o gato volta”. Sim, ele volta. Até não voltar mais. Todos os dias eu vejo casos de gatos desaparecidos que não voltaram pra casa e também de gatos que voltaram mutilados ou foram encontrados machucados em condições horríveis ou mortos. Existem vários perigos na rua. Eles podem encontrar cachorros bravos, podem contrair doenças, podem ser roubados, podem entrar em uma briga, podem ser atropelados, envenenados ou espancados por gente que não gosta muito de gatos. Sim, eles são independentes, curiosos, adoram explorar ambientes externos e novas aventuras. Muita gente fala que o gato fica infeliz quando não sai. Mas é seu gato que fica infeliz ou é você que não dedica um tempo para brincar com ele todos os dias e deixar coisas pela casa para instigar a imaginação dele? O seu gato não precisa sair na rua sozinho para ser feliz, sua obrigação é transformar sua casa num ambiente que faça ele se sentir entretido, feliz e confortável longe dos perigos da rua. E os gatos ficam mais do que satisfeitos com as descobertas que fazem dentro de casa. Não é só adotar o bichinho e deixar ele jogado ali. Desse jeito ele vai ser infeliz mesmo. Eu brinco umas 2 vezes por dia no mínimo com meu gato e ele fica exausto e já é o suficiente pra ele por exemplo. Quando eu quero levar ele pra passear na rua eu vou junto e ele usa uma coleirinha de peito. O ideal é ter as janelas e muros telados, mesmo se você morar em casa. Não é nem muito caro “gatificar” a sua casa. Eles ficam felizes com coisas muito simples. Você mesmo pode criar brinquedos, prateleiras e casinhas para eles. E se você tiver condições e ele aceitar, você pode adotar um irmãozinho pra ele. Vejo muita gente falar “mas meu gato é macho e é difícil manter ele dentro de casa porque não é castrado”. Primeiro, por que diabos ele ainda não é castrado? Hoje em dia existem várias ONGs e projetos de castração para te ajudar com isso. E outra, deixando seu gato macho sair por aí sem ser castrado vai aumentar ainda mais a quantidade de gatinhos abandonados por excesso de reprodução. Serve para as fêmeas também. Outra coisa que já ouvi muito “peguei meu gato da rua e ele está acostumado e não consegue ficar dentro de casa ou ele sempre saiu como vai se acostumar agora?”. De novo: você precisa transformar a sua casa num ambiente tão atraente para ele quanto a rua. Esse é o segredo. “Mas gatos que ficam dentro de casa são obesos”, ele não será obeso se tiver uma alimentação balanceada e adequada e uma rotina de exercícios diários (brincadeiras e etc). “Meu gato fica seguro porque só anda por uma área próxima de casa”, muita coisa ruim pode acontecer mesmo dentro de uma área próxima a sua casa. Então se você quer mesmo deixar seu gato passear na rua, treine ele com a coleira e leve ele pra passear.

Mais uma vez eu reforço: se seu gato está infeliz não é porque ele sai de casa ou não. Existem várias razões pra isso, essa não é uma delas. Ele pode passar muito tempo sozinho, sua caixa de areia pode não estar limpa o suficiente, ele pode não ter brinquedos para se distrair ou sua cama pode estar em um lugar que ele não gosta muito. Sua alimentação pode não estar sendo adequada e sua água pode não estar fresca e limpa. Ele pode não estar recebendo a atenção que gostaria. Ele pode estar doente ou com alguma dor. É importante sempre manter as vacinas em dia e levar sempre ao veterinário para um acompanhamento. Se todas as necessidades básicas dele estiverem perfeitamente cobertas, ele não vai ser infeliz. Ele vai ser o gato mais feliz do mundo. Mesmo dentro de casa. Pensar que a felicidade do gato depende das saídas dele para a rua é um pouco de preguiça na minha opinião. Esse mito está enraizado e é longe de ser verdade. A expectativa de vida de um gato que vive nas ruas é em média 4 anos e a de um gato que vive em casa é 20. Pra mim é uma matemática bem simples. Quem ama cuida.

 

Um beijo meu e do Castiel.

Busanhaeng (Train to Busan) – Review

Oi,

Quando li o título em português “Invasão Zumbi” a primeira coisa que fiz foi revirar os olhos. Filmes de zumbis já estão completamente batidos e fazia muito tempo que eu não assistia nada bom. Até The Walking Dead eu abandonei na quarta temporada e nem sei se algum dia eu vou voltar a assistir. Depois de várias sequências horrorosas de Resident Evil, a decepção que foi Guerra Mundial Z e outros títulos menos conhecidos, eu resolvi dar uma chance ao filme porque descobri que era sul-coreano como The Wailing que eu indiquei aqui esses tempos. E não me arrependi nem um pouco. O título em português foi mais uma jogada de marketing pra atrair público (mas na minha opinião fez o efeito contrário por ser algo tão batido). Não tem nada a ver com o filme. Apesar de ter zumbis, para mim, eles não são o elemento principal da história. O título em inglês “Train to Busan” combina mais com o enredo do filme.

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Busanhaeng (Train to Busan) 2016 – escrito e dirigido por Sang-Ho Yoan, o filme se passa em um trem de alta velocidade que está indo de Seul para Busan enquanto um vírus letal começa a se espalhar pela Coreia do Sul transformando as pessoas infectadas em zumbis. Somos apresentados logo de início a Seok Woo (Yoo Gong) e sua filha Soo-an (Soo-an Kim). Um pai capitalista e egocêntrico, viciado em trabalho e visivelmente ausente que tenta de forma falha salvar o que resta da sua relação com a filha, que depois de muita insistência o convence a tirar um dia de folga para deixá-la passar um tempo com sua mãe em Busan no dia de seu aniversário. Os personagens, apesar de serem comuns em filmes de terror, são todos muito bem desenvolvidos. O pai ausente, a filha, a grávida, o marido protetor, um vilão humano que chega a dar mais raiva que os próprios zumbis, um casal de adolescentes e todos os outros, tornam o filme ainda mais inquietante e envolvente. Tudo começa a dar errado antes do trem partir, quando uma garota aparentemente doente consegue embarcar. A atmosfera é completamente claustrofóbica por se passar dentro de um trem 90% do tempo. Os personagens são separados em diversas partes do filme e colocados em situações de risco em que precisam tomar decisões em intervalos quase nulos de tempo. Apesar das quase 2 horas de duração, o perigo e a agonia são tão constantes e a ploriferação do vírus acontece de forma quase que instantânea que o tempo passa voando e quase não dá tempo de respirar. Os diálogos são certeiros, o roteiro é muito bem desenvolvido em todos os aspectos e consegue mesclar de forma muito natural toda a ação, o drama, a violência, o suspense e até um pouco de comédia. Apesar de não trazer nada de muito novo em relação aos filmes do gênero, Train to Busan consegue ser original. A evolução e transformação do caráter do protagonista e sua relação com a filha ao longo do filme acontece de uma forma nada forçada e gera um impacto bem especial no desfecho da trama. As relações entre os outros personagens vão aparecendo na medida em que eles vão entrando no meio da confusão no trem e também são todas muito bem construídas e importantes. Não é um filme que vai te dar medo. Nada relacionado a zumbis me causa medo, mas é um filme que vai te deixar tenso do começo ao fim e com certeza um dos melhores já feitos.

Para mim, os zumbis são apenas um detalhe no filme. É antes de tudo um filme sobre tragédia, sobrevivência, amor, amizade, heroísmo e como uma pessoa viva pode ser pior do que o próprio mal que está matando todo mundo.

Se alguém já viu, me conta o que achou. Recomendo muito, principalmente pra quem já está cansado de filmes de zumbi.

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Nocturnal Animals (Animais Noturnos) – Review

Oi,

Passei aqui hoje para indicar mais um filme. Eu tenho uma mania “infantil” (digo infantil porque faço isso desde criança) que é sempre escolher alguém para “ser” nas coisas que assisto/leio. Qualquer coisa. Desenho, seriado, filme, anime, livro, mangá… qualquer coisa. Eu sempre tenho que escolher aquele personagem que eu me identifico tanto que a partir daquele momento eu ajo como se fosse ele, tudo que acontece com ele na trama eu sinto como se fosse comigo. Me irrito junto, fico triste, fico feliz. Pode parecer totalmente bobo mas é uma mania que eu carrego comigo até hoje. Tanto é que se eu não gostar nem me identificar com nenhum personagem tanto assim, eu não consigo me apegar nem me prender ao que vou ler/assistir. Por mas que falem o quanto é bom. E provavelmente pode ser.

Mas voltando ao que realmente importa, nesse filme eu me vi nos dois personagens principais. Eu não consegui escolher nem um, nem outro. Tinha um pouco de mim em cada um deles. E foi logo nessa hora, nos primeiros minutos e nas primeiras cenas que eu já sabia que passaria o filme inteiro com aquele nó na garganta. Já aviso que não é um filme pra qualquer um. Ele já começa te dando tapas na cara.

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Nocturnal Animals (Animais Noturnos) 2016 – Um filme de Tom Ford, adaptado do romance escrito em 1993 por Austin Wright, Tony and Susan, esteticamente belo e impecável, é composto por basicamente três narrativas. Susan Morrow (Amy Adams) é uma artista bem sucedida visivelmente infeliz em todos os aspectos da vida, apesar de seu visual deslumbrante e elegante desde os sapatos até os fios de cabelo. Tudo em sua vida reflete suas escolhas ruins, principalmente seu atual casamento que é totalmente vazio e superficial, o que mais vemos atualmente quando envolve muito dinheiro na família e aparências. O clichê dos relacionamentos falsos. Na volta de uma exposição em uma galeria de arte, recebe um manuscrito de um livro que seu ex marido escreveu e dedicou a ela, chamado Animais Noturnos. A partir daí, inicia a segunda narrativa, que é quando ela começa a ler o livro e a história como ela está imaginando enquanto lê começa a ser mostrada. Jake Gyllenhaal faz o papel do protagonista do livro (Tony) e também do ex marido de Susan (Edward). Eu não vou contar a história do livro pra não estragar toda a experiência de vocês, mas é repugnante, violenta, revoltante, esclarecedora e também dá vida a dois dos melhores personagens da trama que é o caipira psicopata Ray Marcus (Aaron Taylor-Johnson) e o policial Bobby Andes (Michal Shannon). A terceira narrativa são flash backs do relacionamento de Susan com Edward e são as que mais me partiram o coração. Eu acho tão tragicamente real casos em que as pessoas acabam virando aquilo que elas sempre detestaram e isso é mais comum do que se imagina. É algo quase impregnado no nosso inconsciente. Principalmente quando a pessoa em questão é o pai ou a mãe. O filme tem um ar pesado e claustrofóbico. Não é pra qualquer um. Tenho certeza que muitos não vão gostar e eu não tenho como falar muito sem dar spoilers. Mas posso dizer que o romance de Edward é seu grito de desespero e angústia  e uma mensagem para que Susan entenda toda a dor que ela o causou. E uma coisa é certa: ela entende a mensagem.

Eu não gostei tanto assim de  Garota Exemplar (2014), mas se você gostou as chances de gostar desse são bem grandes.

É um filme sobre vingança. Mas não só sobre isso, é sobre arrependimento, escolhas ruins e tudo que torna uma pessoa verdadeiramente infeliz. É um filme para refletir. Não espere um suspense nem um filme bonito sobre relacionamentos. Na minha opinião é mais um drama obscuro que vai te dar muitos choques de realidade.

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Se alguém já assistiu comenta aqui. Queria muito deixar minhas teorias e opiniões sobre o final mas não teria como mesmo por causa de spoilers, mas deixem comentários. Quero muito saber o que acharam.

Até a próxima.

 

 

Esponjas Emocionais

Tenho a impressão que esse ano começou bem e em algum momento começou a escorregar pelas minhas mãos.

Todos os dias eu tento focar a minha mente nas coisas positivas então posso falar que consegui salvar algumas partes desse emaranhado de coisa ruim. Eu não sou o tipo de pessoa que culpa o ano pelas coisas e sei que a culpa é provavelmente minha. Apesar de ter sido claramente um ano esquisito pra todo mundo.

Geralmente eu me fortaleço de um lado e enfraqueço de outro. Meu objetivo na vida é achar um equilíbrio. Eu comentei esses dias que queria me recuperar das coisas como me recupero de uma refeição. Quando eu como até não conseguir nem me mover e penso que nunca mais vou comer de novo e depois de 1 hora estou com fome e pronta pra comer mais.

Eu me desgasto muito com as coisas. Às vezes converso com alguém pela manhã e levo um dia inteiro pra me recuperar daquilo. Não importa se a pessoa falou algo sobre mim ou se falou algo dela mesma. Eu tenho que fazer um esforço enorme pra lidar com meus próprios pensamentos e emoções sem entrar em colapso e mesmo assim vivo à beira da loucura. Eu não sei fazer nada de maneira superficial. Minha cabeça entra fundo em tudo e absorve como se tivesse vindo de mim, mesmo quando não vem e não tem nada a ver comigo. Se eu vejo alguma tragédia eu fico arrasada por tempo indeterminado como se tivesse acontecido com alguém próximo a mim. Chego até a ficar doente às vezes.

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Quando você é uma esponja emocional o que você sente pode ser seu, de outra pessoa ou uma associação. Começa a ficar tudo muito confuso e fora de controle.

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Quando a pessoa não aprende a centrar, fundamentar e controlar as emoções ela acaba virando uma escrava delas porque não consegue se abster de sentir todas as coisas (boas e ruins).

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Mas você não precisa sentir todas essas coisas o tempo todo. Quando todas essas emoções estão controladas e se tem domínio sobre elas, essa empatia excessiva deixa de ser um fardo e deixa de te sobrecarregar.

Obviamente eu ainda não cheguei nesse estágio.

Uma esponja emocional tem uma sensibilidade enorme em relacionamentos amorosos que pode ser esmagadora e prejudicial por não saber dosar direito as coisas.

Eu já falei muito sobre vampiros psíquicos que são pessoas que não querem ver a outra muito bem e sugam tudo de bom e qualquer vestígio de felicidade e energia boa dela. Esponjas emocionais são as que mais sofrem nas mãos dos vampiros psíquicos e são o contrário deles.

Ao entrar em contato com coisas positivas o corpo assimila e prospera mas infelizmente não tem como absorver só tudo que é belo. O que predomina acaba sendo o que é negativo e te deixa devastado. Ansiedade crônica, depressão e stress são coisas que podem te transformar em uma esponja emocional porque esgotam todas suas defesas. Você começa a absorver para si todas as dores dos outros parecidas com as suas.

Eu sempre brinco que sou uma pessoa “sumida” porque eu realmente sumo. É muito difícil ser meu amigo porque eu tenho extrema dificuldade em manter contato com os outros. Isso não quer dizer que eu não me importe. Essas coisas que todo mundo fala “quem se importa vai atrás”, “quem tem saudade procura”, e por aí vai, não se aplicam a mim. As pessoas se importam de maneiras diferentes com as outras. Eu posso passar muito tempo sem ver e sem conversar com alguém que não vai mudar nada. Jamais viraria as costas ou deixaria de responder quem precisa da minha ajuda. Mas eu não sou uma pessoa presente. Eu já me conformei e aprendi na vida que por conta disso não vou ter quase ninguém por perto. Pelo menos eu sei que quem permanece comigo realmente gosta de mim. Eu preciso muito do meu espaço. Parece ficção mas se eu vou em um lugar cheio às vezes eu preciso de um mês pra me recompor e fazer aquilo de novo. As pessoas aos poucos cansam de te chamar pra fazer as coisas. Aos poucos vão desistindo de ti. Mas não tem como sacrificar a tua sanidade mental pra ter mais pessoas ao teu redor. Pessoas que não te compreendem.

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Eu não acredito em resoluções de ano novo mas eu sei que mais um ano desses eu não aguento. Minha meta pessoal além de cuidar cada vez mais da minha saúde é tentar me manter centrada nesse mundo tóxico e emocionalmente sobrecarregado.

 

Até a próxima.

Monster – Anime review

Oi.

Comentei esses dias no Twitter que iria começar a indicar alguns animes/mangás que gosto muito. Estou por fora dos animes atuais porque faz alguns anos que o único mangá que continuo acompanhando é Berserk (meu favorito). Porém, hoje não vou falar de Berserk. Até porque o anime é extremamente ruim e não transmite nada do que é a história de verdade (encontrada no mangá que até hoje ainda é lançado) e acredito que as pessoas tenham mais facilidade em assistir um anime do que ler os mangás. Por isso resolvi falar de Monster.

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Monster – O mangá de Naoki Urasawa foi publicado no Japão entre 1994 e 2001 e fez tanto sucesso que ganhou uma adaptação em anime com 74 episódios que foram exibidos entre 2004 e 2005. Sempre prefiro mangás por contarem de forma muito mais fiel as histórias sem muita enrolação. Mas Monster é um dos poucos em que o anime permanece fiel do começo ao fim. É um suspense policial do gênero seinen (que é voltado para o público adulto masculino) que gira em torno de um neurocirurgião (Dr. Tenma) que é bastante respeitado no hospital em que trabalha e pelo fato de suas cirurgias serem sempre importantes e bem sucedidas, também é o favorito do diretor do hospital. Já que eleva a reputação do mesmo. Graças a isso e ao seu futuro promissor, ele também é noivo da filha do diretor. Por ser o cirurgião mais aclamado e ter sucesso em cirurgias de alto risco, seus pacientes eram sempre pessoas importantes e era obrigação dele dar prioridade a eles para aumentar a reputação do hospital. Mesmo sendo uma pessoa boa e honesta e não concordando muito com essa política, ele se submetia a isso para continuar na equipe principal de cirurgia. Dr. Tenma começou a se questionar mais quando foi confrontado por uma mulher que perdeu o marido e o culpou dizendo que se ele tivesse realizado a cirurgia ele não teria morrido. Depois disso, Tenma começa a questionar seus valores éticos e morais e é colocado em uma situação em que precisa escolher entre salvar a vida de um menino baleado na cabeça em coma e o prefeito da cidade que teve um derrame. Ele decidiu salvar a vida do menino e o prefeito acabou morrendo pois foi operado por outro cirurgião. O diretor do hospital o rebaixou do cargo e disse que ele nunca mais conseguiria subir na carreira pois tinha humilhado o hospital. Perdeu a noiva também (filha do diretor) além do cargo de confiança. O menino e a sua irmã gêmea (que estava em choque) eram sobreviventes de um massacre horrível que havia acontecido em uma mansão. Misteriosamente, os irmãos desaparecem e toda a equipe médica (incluindo o diretor) que prejudicaram a carreira do médico é assassinada. Dr. Tenma virou suspeito na época (deixando o detetive Lunge totalmente obcecado por ele durante todo o anime) mas mesmo assim conseguiu assumir o cargo de cirurgião-chefe. Depois de 10 anos, alguns assassinatos em série estavam ocorrendo por toda a Alemanha e um suspeito do caso chega ao hospital para ser operado. Em uma noite, o suspeito foge amedrontado por alguma coisa e Dr. Tenma o segue. Em seguida vê o menino que salvou 10 anos atrás (só que crescido agora) matar o suspeito a tiros e sumir novamente sem deixar rastros.

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A suspeita dos assassinatos de 10 anos atrás recai sobre ele e também dos atuais. Ele vira um foragido da lei sendo procurado como serial killer. Começa então a dedicar sua vida a encontrar Johan para provar sua inocência. Além disso ele carrega uma culpa enorme por salvar uma vida que não deveria ter sido salva e quer acabar com ela com as próprias mãos. Na medida que ele vai se aprofundando no caso e conhecendo pessoas que já passaram pela vida de Johan, ele vai descobrindo mais coisas horríveis e de algo muito mais macabro por trás disso tudo.

O anime é extremamente violento. Porém, de forma psicológica. Todos os personagens são realistas e os acontecimentos e fatos históricos que aconteceram na época são representados de forma muito fiel. O anime ocorre na Alemanha na época da queda do muro de Berlim. Não existe humor, romances desnecessários e nem clichês em Monster. Johan é um psicopata clássico muito bem construído e em vários momentos você se pega sendo cativado por ele. Me lembrou muito o Griffith de Berserk em alguns aspectos. Aparência angelical e ideias perturbadoras. Não teria como eu indicar o anime sem essa introdução. E também não posso ir muito além disso pra não estragar. Está entre meus animes favoritos. É extremamente genial, perturbador e de uma complexidade psicológica gigantesca.

No começo do anime você já dá de cara com a passagem bíblica sobre a chegada do anticristo:

“Vi, então, levantar-se do mar uma Fera que tinha dez chifres e sete cabeças; sobre os chifres, dez diademas; e nas suas cabeças, nomes blasfematórios. A Fera que eu vi era semelhante a uma pantera: os pés como os de urso e as faces como as de leão. Deu-lhe o Dragão o seu poder, o seu trono e a sua autoridade. Uma das suas cabeças estava como que ferida de morte, mas essa ferida de morte fora curada. E todos, pasmados de admiração, seguiram a Fera e prostaram-se diante do Dragão, porque dera o seu prestígio à Fera, e prostaram-se igualmente diante da Fera, dizendo: “Quem é semelhante Fera e quem poderá lutar com ela?”

A construção dos personagens é feita com muito cuidado e todos eles são muito profundos. Muitos deles com problemas psicológicos gravíssimos. Os 74 episódios passam voando e nunca ficam entediantes. A trilha sonora é muito boa e combina com todos os elementos da trama. Você se sente cada vez mais envolvido e não consegue parar de assistir. Recomendo muito o anime e o mangá. Principalmente pra quem não está acostumado com eles. Vai se surpreender.

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Beijos.

 

Sobre amor e relacionamentos

Acordei do nada no meio da madrugada pra variar e tive um sonho com meu avô. Eu morei com meus avós a minha infância inteira e sempre fui muito apegada a eles. Desde que meu avô faleceu a vida virou um borrão pra mim. Nos meus sonhos ele está sempre vivo e ainda procuro ele quando vou na casa da minha vó (que ainda está viva). Faz 4 anos já e pra mim ainda é difícil ir lá. Isso é terrível porque quero passar mais tempo com ela e tenho um bloqueio enorme pra conseguir superar isso. Totalmente egoísta da minha parte. Se eu não supero imagina ela? Mas eu não vim falar de morte, vim falar de amor e relacionamentos. Meus avós ficaram juntos a vida inteira e, pelo menos desde que eu nasci, nunca presenciei uma briga feia ou alguma dificuldade entre os dois. Foram quase 70 anos juntos, 11 filhos. Tenho certeza que se algum dia existiu alguma eles conversaram, se entenderam e superaram. As coisas não duram mais. As pessoas não têm mais paciência de crescer e cuidar de um relacionamento. Elas estão preguiçosas. Quando as dificuldades começam a aparecer simplesmente desistem e procuram outro. Quando eu penso em relacionamento eu sempre lembro dos meus avós. Eu sou do tipo de pessoa que sempre quis um amor pra vida toda. Meu vô sempre acordou mais cedo pra fazer o café da manhã pra minha vó e uma coisa que eu nunca esqueço é que no fim da vida, quando ele já estava completamente fora desse plano por causa da doença horrível que é Alzheimer, teve uma manhã que ele levantou cedo e escapou pra cozinha (escapou porque já estava em um estágio que não podia fazer mais nada sozinho), botou a mesa pros dois, a xícara especial dela, o pão como ela gosta, as coisinhas dele. Mesmo não lembrando de mais nada quase, dela ele nunca esqueceu. Nem desses detalhes. Os dois estavam sempre juntos, sempre sentavam um ao lado do outro pra assistir tv de mãos dadas. Mesmo quando era pra assistir novela que ele não gostava mas minha vó sim, ou pra assistir jogo e noticiários que ele gostava e ela não. Companheirismo é isso, né? Às vezes a gente até pede desculpa mesmo quando não tem culpa porque o amor é maior que o ego. Eu me pergunto se antigamente as pessoas se esforçavam mais pra dar certo porque casamento era algo muito mais permanente do que hoje em dia e divórcio era meio que um absurdo. Logicamente não acho que quando duas pessoas estão realmente infelizes elas não devam se separar. Mas será que as pessoas estão esquecendo o que é o amor? O que é crescer junto com alguém e aceitar todos os defeitos da pessoa da mesma forma que aceita suas qualidades? O que mais vejo por aí são pessoas que deixam de gostar das outras pelo mesmo motivo que começaram. Às vezes nem por um defeito, mas por uma coisa que no começo era atraente e no fim ficou irritante e insuportável. Todo mundo que se sente incompleto busca em outra pessoa algo que preencha isso. Depois de um tempo, quando passa o calor da paixão e adrenalina do começo do relacionamento e as coisas se acalmam, as pessoas se frustram por não se sentirem completas ainda e culpam a outra. Como se fosse obrigação da outra preencher um vazio. Como se fosse ela a culpada pela sua infelicidade. E assim já sai a procura de algo novo e mais satisfatório que proporcione aquela falsa sensação de novo. Se sentir completo é obrigação de cada um. É algo que só a própria pessoa pode fazer por ela mesma. Se você joga essa responsabilidade para os outros, todos os relacionamentos que tiver serão fracassados e você vai entrar em um loop infinito de uma procura sem fim. Será que antes as pessoas se esforçavam mais ou será que hoje as pessoas não se esforçam nem um pouco? É fato que as pessoas estão cada vez mais perdidas e tristes. E isso dificulta muito. O amor é uma plantinha que tem que regar e cuidar. E cuidar muito bem pra não murchar. O amor é lealdade, é paciência, é respeito, é tolerância, é persistência, é desistir de ter controle, é fácil, é insuportável, é comprometimento. Se ele não for tudo isso não serve pra nada. Não é suficiente. Uma pessoa tem vários lados e mesmo vivendo uma vida inteira com ela é possível não conhecer todos. Dá pra se apaixonar várias vezes pela mesma pessoa redescobrindo ela sempre. Se encantar por algum detalhe novo que ainda era desconhecido. Quando duas pessoas se amam e estão realmente focadas em ficar juntas não existe nada que atrapalhe. É importante não deixar morrer o romance ao longo dos anos, se preocupar com o bem estar da pessoa e comemorar sempre com ela suas vitórias e estar ali para apoiá-la nas derrotas. É importante saber a diferença entre a hora de dar colo e a hora de falar; é importante saber escutar e confortar. Dialogar é tão essencial quanto conseguir ficar quietinho só sentindo a presença da pessoa sem falar uma palavra. Ser envolvido por ela e envolvê-la. Ao mesmo tempo que abrir muito o coração pra alguém é dar o poder pra esse alguém te machucar, é impossível que alguém te ame verdadeiramente sem essa abertura. Sem saber teus medos e falhas. Sem conhecer quem é você realmente. A pessoa precisa amar a outra pelo que ela é e não pela imagem que criou e idealizou dela na própria cabeça. Poucas coisas são mais aterrorizantes e prazeirosas do que amar e ser amado genuinamente. E quando real sempre vai valer o risco.

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Insônia

Eu estava aqui tentando lembrar como é dormir tranquilamente. Desde criança quando eu ainda morava com meus avós (era só eu e minha mãe) eu já tinha medo do escuro. Lembro que quando ela saía de noite eu ia lá me enfiar no meio deles, de medo. Eu dormia no mesmo quarto que ela. Sempre tive pesadelos e nunca consegui dormir com as luzes totalmente apagadas.
Até hoje preciso de tv, abajur ou da luz do computador. Acho que isso foi agravando com o tempo. Nunca me acostumei a acordar cedo, apesar de sempre ter estudado de manhã. Eu lembro que minha mãe me vestia enquanto eu dormia e me colocava na van pra ir pra escola. Quando saímos da casa dos meus avós eu ganhei meu primeiro quarto sozinha, não sei se foi bom ou ruim. Depois dessa época tive que me acostumar a dormir sozinha sem minha mãe (que começou a dormir com meu padrasto) e sem meus avós que não moravam mais comigo. Lembro que eu fazia eles dormirem de porta aberta e eu deixava a minha aberta também (era uma de frente pra outra). Acho que lá pelos 15 anos comecei a tomar remédios para dormir. Nessa época eu comecei a presenciar todos os tipos de distúrbios do sono. Eu via coisas, tinha paralisia do sono, sonhos lúcidos e tudo de ruim que pode acontecer quando a pessoa não consegue dormir bem. Uma vez fiquei tão traumatizada com uma paralisia do sono que tive na casa da minha prima (que estava em reforma e sem porta no quarto) que nunca mais consegui deixar nenhuma porta aberta. Até hoje tenho pânico de portas abertas.

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Uma coisa que sempre ouvi e escuto até hoje é pra tentar ficar sem dormir o máximo possível pra assim regular o sono ou cansar bastante durante o dia pra chegar à noite e dormir. Nunca adiantou pra mim. Posso estar com o corpo e a mente completamente em estado de exaustão que não adianta nada. Houve um tempo em que em certos períodos do dia eu conseguia dormir com mais facilidade, como depois de amanhecer e de tarde. Já que o dia estava claro o suficiente pra eu não precisar de nenhuma luz artificial pra não ficar no escuro. Eu nunca consegui um sono de qualidade durante a noite, mesmo com remédios o meu sono “não pega no tranco”. É o período que eu mais tenho pesadelos e paralisias do sono. Eu praticamente acordo de hora em hora desesperada com alguma coisa. Nunca dura. Se eu dormir antes das 2 da manhã eu vou acordar sem sono algum no máximo às 3 da manhã (horário amaldiçoado).

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Já tomei tudo quanto é tipo de remédio, inclusive indutores de sono e sedativos e sempre acordo umas 2 horas depois quando o efeito passa. Isso quando não dá efeito contrário e ataca minha ansiedade de uma forma monstruosa. Hoje em dia a maioria nem faz mais efeito. Já passei pela clínica do sono algumas vezes e fiz vários exames procurando uma explicação. Já tentei coisas como chás, apometria, acupuntura, meditação, magnésio e melatonina. Já tentei também músicas que estimulam o sono. Já tentei magia negra. Bruxaria. Exorcismo.

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Não consigo mais dormir muitas horas seguidas independente do horário. O sono é sempre conturbado e acordo muitas vezes. Não preciso falar o quanto o sono é importante e essencial na vida e na saúde (mental e física) da pessoa e que o horário certo para se dormir é infelizmente à noite. Não digo certo por ser imposto e sim pela saúde do corpo mesmo. A pessoa começa a ter vários problemas depois de uma vida trocando o dia pela noite. Não é nada saudável. E eu não estou falando de dormir o dia todo e não ter sono à noite, estou falando em não ter sono nunca. E quando ele vem é frágil, não dura e traz perturbações.

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Não importa quantas horas eu durma, sempre acordo com a sensação de não ter dormido nada. Vivo num estado constante entre ter muito sono pra ficar acordada mas não o suficiente para dormir. Acho que é uma das piores prisões que já me enfiei.

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Quando eu tinha só depressão era um pouco mais fácil dormir, tudo era melhor do que ficar acordado, não que hoje não seja, mas hoje tem a ansiedade de brinde pra fazer o inferno acontecer na minha cabeça sempre que encosto ela no travesseiro. Acho que eu seria outra pessoa hoje se meu sono fosse normal. É difícil manter o humor estável, a sanidade, a vontade de viver e até se alimentar bem quando o sono não é bom. Eu fico pensando muito por horas, o cansaço é cada vez pior. Irritabilidade alta sempre. Hoje em dia parece que é um cansaço que nem se eu dormisse por 5 mil anos passaria. Parece um ciclo sem fim. Um pensamento atropela o outro. Penso em tudo e em nada ao mesmo tempo. É tanta coisa passando pela cabeça que não dá pra diferenciar uma da outra. E é assim toda vez que tento dormir. É desesperador. A insônia pra mim é um tipo de tortura. Pra quem não sabe, a insônia não é só não conseguir dormir. É também não conseguir manter um sono contínuo e acordar o tempo inteiro. Um cérebro insone é um dos mais paranoicos e criadores de teorias da conspiração (principalmente aquelas que conspiram contra si mesmo). Eu evito totalmente deitar e tentar dormir sem estar completamente esgotada e fechando meus olhos. Isso é tentar suicídio pra mim. A gente pode se matar várias vezes sem morrer durante toda a vida. Quando eu deito pra dormir e em uns 30 minutos ainda não consegui eu já logo procuro algo pra fazer pra não entrar na espiral do horror que a insônia causa. Na maioria das vezes falho e não só entro como mergulho nela de cabeça.

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Acordar é meio que uma afronta, é sempre horrível. Talvez por isso eu tenha tanta dificuldade pra dormir, inconscientemente. Pra não ter que acordar depois. Nosso cérebro é uma armadilha e nos prega peças o tempo inteiro. Quando eu tenho compromisso aí mesmo que nem com uma porrada na cabeça eu durmo. As horas passam rápido e devagar ao mesmo tempo e o desespero em ver elas passarem e ter cada vez menos tempo pra dormir é quase que viciante.

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O meu sono é tipo um gato arisco, o melhor a se fazer é não pensar nele, respeitar o espaço e ignorá-lo. Pra daí sim ele vir até mim quando sentir que está na hora. Quanto mais pensar e tentar chegar nele, mais ele vai se afastar. Eu já desisti de muitas coisas pra poder dormir. Quem dorme mal entende e valoriza muito o sono quando ele vem. Tem que agarrá-lo com todas as forças. Quem deita a cabeça no travesseiro e simplesmente dorme não sabe a sorte que tem (ou sabe, mas não valoriza por ser algo natural). Espero um dia ter essa sensação. Acho que pode transformar a minha vida. Tem gente que diz “dormir é tão bom que nem acredito que é de graça”, pra mim custa bem caro e pago duas vezes. Uma tentando dormir e outra acordando. Se eu pudesse escolher um superpoder eu escolheria sem dúvida o poder de controlar o sono, pra conseguir somar ele e guardar pra usar depois. Pra conseguir ter noites tranquilas. Sem interrupções, pesadelos e assombrações. Por enquanto a cura que eu mais acredito é a sugerida pelo Hitchcock. Tem o vídeo lá em cima do post.

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Já fiz um post sobre paralisia do sono. Link aqui.

E outro sobre sonhos aqui.

 

Tabacaria – Fernando Pessoa

Oi, hoje só quero deixar um poema aqui.

“Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim…
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno – não concebo bem o quê –
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.”

Álvaro de Campos, 15-1-1928

Esclarecimentos

Oi,

Estou escrevendo esse post pra quem gosta de mim e não pra quem só faz esforço pra apontar o dedo e jogar os outros na fogueira, porque esses não querem saber a verdade. Só querem espalhar ódio.
Sempre existiu muita gente me odiando na internet pelos motivos mais banais possíveis, como “prega uma beleza irreal mas já fez plástica”, “faz as meninas se sentirem mal por não serem como ela”, as coisas foram saindo de controle e agora são acusações graves como nazismo.
Por que eu nunca me pronunciei? Eu sou uma mulher adulta agora e na minha cabeça não faz o menor sentido ter que se justificar por coisas de mais de 12 anos atrás. Sempre falei que fiz de tudo na vida tanto é que hoje em dia sou totalmente reclusa e fechada. Tenho uma tattoo que fiz quando era muito nova de uma caveira que parece uma totenkopf, mas que na verdade não significa algo de cunho nazista. Ela só foi usada por eles. Várias bandas, exércitos (não nazistas) e outros artistas usam o mesmo símbolo. Se derem uma pesquisadinha vão encontrar.

 

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“Por que eu nunca cobri ou removi a tattoo?” Justamente por ser uma caveira que tem outro significado na sua simbologia e pra mim nunca teve um significado relacionado ao nazismo. Eu adoro caveiras tanto que meu braço esquerdo é praticamente fechado só com caveiras e pra mim ela sempre foi só mais uma e nunca me trouxe problemas. Fora que nunca postei foto dela e simplesmente tiraram prints horríveis de vídeos em que ela é apenas um borrão e editaram no photoshop pra fazer uma montagem. Me encheram tanto o saco e inventaram tantas teorias e mentiras que eu acabei cobrindo a tattoo. Porque depois que te pintam de um jeito ninguém mais quer saber a verdade e nem seu lado da história.

Eu sempre me interessei pela história de todas as guerras e revoluções no geral e desde nova li muito sobre todas essas coisas. Principalmente porque desde os meus 14 anos eu escuto black metal e nesse meio muitas bandas abordam essa temática.

Preciso lembrar aqui que esse ativismo todo e os justiceiros virtuais começou há muito pouco tempo. Não existia nada disso antigamente e esses grupos de punks, skinheads e coisas do tipo eram mais comuns do que vocês podem imaginar. Apesar de hoje em dia parecer um absurdo. Eu nunca preguei isso na internet e isso aconteceu numa época que nem existia rede social direito. Estou falando de uns 12 anos atrás. Quem é um pouco mais velho sabe do que eu estou falando. E quem já foi perdido na vida sabe também que a pessoa às vezes se enfia em qualquer grupo pra se sentir aceita e fazer parte de alguma coisa mesmo sem fazer ideia do que está fazendo.
Eu já me relacionei com um “skinhead” no passado, ele não era esse tipo de skinhead nazista, era outro tipo (se você não sabe, o verdadeiro skinhead não é nazista). Mas na época acabei conhecendo tudo que é tipo de gente. Não permaneci nisso nem por 6 meses e faz mais de 10 anos.
São coisas do meu passado que enterrei no fundo de mim e pra mim não existem mais. Eu não sou essa pessoa, na verdade nunca fui. Por ter vivido várias coisas hoje eu sei exatamente quem eu sou e o que é ou não pra mim.
Mas agora as pessoas pegam qualquer coisa que já falei na tentativa de me demonizar e fazer com que eu pareça algum tipo de monstro.
Tweets meus falando sobre chocolate branco, falando que não gosto de pegar sol, ironizando pessoas que me mandam pegar sol e coisas do gênero. Já fiz muitos tweets agressivos mas sempre fazendo referência aos filmes de terror que gosto muito e misturando com atitudes que me incomodam. Levar para o sentido literal e usar isso pra fazer com que eu pareça um monstro é de uma ignorância sem tamanho. As pessoas fazem esse tipo de tweet até hoje. Existe até um perfil fake no yahoo respostas falando absurdos usando meu nome. Já postei bastante coisa no meu tumblr sobre guerra e sobre filmes com esse tema, principalmente American History X que é um filme muito bom que passa uma mensagem de total arrependimento e anti nazista e grupos de ódio.
Tenho um amigo que tinha uma coleção enorme de artefatos antigos de guerra e coisas do tipo e a gente sempre se vestia das coisas e tirava fotos. Que por sinal nunca foram postadas por não serem sérias. Hoje vi que divulgaram uma foto minha com uma faca dele de mais de 10 anos atrás. Eu nunca postei essas coisas e nem agi da forma como estão tentando espalhar por aí. Muita gente me segue desde que criei meu Twitter (2010) e sabe que nunca me comportei dessa forma. Tenho sim tweets ácidos mas nunca sendo nazista ou racista. Estão me colocando no mesmo patamar de estupradores e assassinos. Como se eu já tivesse ofendido ou agredido alguém. Eu nunca agredi uma pessoa. Nunca nem presenciei algo do tipo. Já inventaram até que apanhei sendo que nunca apanhei na vida nem dos meus pais. Eu acho um absurdo ter que explicar e expor essas coisas. Todo mundo tem o direito de não querer falar sobre certas coisas. Todo mundo tem algo que se envergonharia se fosse exposto. Mas só porque a pessoa tem uns seguidores a mais todo mundo acha que tem o direito de exigir explicações e tentar te envergonhar achando qualquer vacilo teu.

Eu não tenho mais muito o que dizer, já estou indo contra tudo que eu penso me justificando e expondo uma parte da minha vida que não gosto de lembrar e morro de vergonha. Mas a internet hoje em dia tá assim né? Lutam contra o “ódio” pregando mais ódio ainda.

#paz

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Autoestima

Oi,

Eu estava em dúvida entre fazer um vídeo ou um post sobre esse assunto e decidi fazer um post aqui porque acho que me expresso melhor escrevendo. É muito delicado e influencia diretamente no comportamento e na vida de todo mundo. A autoestima é um castelinho que a gente tem que construir com as nossas próprias mãos desde o começo. Na minha opinião a ajuda dos outros só serve pra alimentar o ego e talvez mascarar o que cada um pensa sobre si mesmo porque no fundo só o que a gente pensa quando está sozinho é o que realmente importa e pesa. Não adianta receber elogios e ouvir repetidamente dos outros o quanto tu és bom, bonito, inteligente, interessante se no fundo tu não acreditas nisso. É muito importante acreditar em si mesmo (cegamente) porque no mundo sempre vai ter gente querendo te desmerecer (muitas vezes tu mesmo) e tu precisas ser muito forte pra nunca deixar que isso te abale. Uma das coisas mais essenciais que todo mundo precisa aprender e levar para a vida é que cada um é especial da sua maneira. Não adianta se comparar e comparar sua vida com a vida dos outros porque isso é um veneno que vai te corroer por dentro e fazer com que tu nunca percebas o teu valor. Eu sempre digo que a pessoa não deve querer ser como a outra e sim buscar sempre ser a melhor versão de si mesma. Estamos em constante evolução e ficar se comparando com os outros só vai te atrasar, te frustrar muito e te deixar cada vez mais infeliz e insatisfeito. Eu sou uma das pessoas que se cobra muito e nunca acha que está bom o suficiente. Em todos os aspectos. Uma pessoa com autoestima boa vai ser sempre julgada e sempre vão tentar acabar com isso porque a maioria das pessoas não sabe lidar com alguém que se gosta e busca melhorar sempre. Acho que desde sempre deveria ser ensinado como é importante se amar e se valorizar em primeiro lugar. As pessoas estão crescendo cada vez mais influenciadas e longe delas mesmas. Os relacionamentos estão cada vez mais puxados para alimentar o próprio ego do que para o amor e crescimento mútuo. Não só amorosos, mas até em amizades. Não deixe nunca sua autoestima nas mãos de outra pessoa, ainda mais pessoas estranhas. Insegurança, falta de confiança em si mesmo e procura por aceitação é um ciclo muito fácil de entrar e difícil de sair. Quando a pessoa começa a enxergar o próprio valor fica impossível permanecer perto de quem não enxerga. A gente vive rodeado de pessoas que querem nos ver mal ou bem mas nunca melhor do que elas.

“That’s what real love amounts to – letting a person be what he really is. Most people love you for who you pretend to be. To keep their love, you keep pretending – performing. You get to love your pretence. It’s true, we’re locked in an image, an act – and the sad thing is, people get so used to their image, they grow attached to their masks. They love their chains. They forget all about who they really are. And if you try to remind them, they hate you for it, they feel like you’re trying to steal their most precious possession.”
-Jim Morrison

Quando uma pessoa se aceita, ela começa a aceitar os outros como realmente são. Sem julgamentos, sem jogar as próprias frustrações em quem não tem culpa. Sem idealizar pessoas perfeitas porque no fundo sabe que todo mundo tem falhas e passa pela mesma luta todos os dias. Não deixe nunca pessoas que não fazem nada por ti te controlarem de alguma forma. Se enxergue sempre pelos teus próprios olhos e não pelos olhos de quem não reconhece o teu valor. A mudança tem que começar de dentro pra fora. Nada adianta mudar sua casca se por dentro vai continuar da mesma forma. Mudando por dentro tudo por fora começa a mudar e a fazer sentido. Não existe segredo e nem receita de bolo. Não existe uma cura milagrosa. É uma construção diária que constantemente vai ser abalada por coisas externas. Principalmente nos dias atuais. Construa seu castelo e transforme ele numa fortaleza.

Beijos.

Gatos e Pires

Oi, pessoal!

Sei que muitos aqui compartilham meu amor pelos gatos e também possuem gatos em casa, por isso sempre que “descubro” algo importante eu venho aqui contar para vocês.

O Castiel desde muito tempo joga a ração pra fora do pote pra comer. Eu achei engraçadinho no começo e pensei ser só uma mania dele, principalmente porque se conversar com qualquer dono de gatos vão confirmar algo do tipo ou então que eles ficam do lado do pote pedindo comida mesmo quando ele não está vazio. Na verdade não é birra, nem nada do tipo. Os bigodinhos deles são extremamente sensíveis e é totalmente incômodo para eles comer encostando eles na comida. Muitos gatos também sempre colocam a pata na água antes de beber e eu sempre achei a coisa mais bonitinha ver o Castiel fazer isso, mas de novo não é bonitinho. Como os bigodes e o narizinho são muitos sensíveis, eles fazem isso para ver quão cheio está o pote para não molhar o narizinho. Mesmo sabendo dessas coisas, os pet shops em sua maioria vendem potes fundos e totalmente errados para eles.

Eu descobri isso porque uso dois potes: um para ração normal (que é junto com a água e que dá pra colocar uma garrafinha pra nunca acabar) e o outro é um bem rasinho que deixo lá na sacada pra quando dou sachê pra ele e notei que com o pote mais raso ele não faz isso. Então fui pesquisar e descobri que o melhor lugar para comprar potinhos de comida para seu gato não é no pet shop e sim em lojas de utensílios de cozinha, no caso pires. Pires são os melhores pratinhos de comida que seu gato pode ter, além da fonte de água corrente para beber água.

Sei que muita gente já deve saber disso mas resolvi compartilhar. Já que o gato pode estar comendo menos do que deve por causa do empenho do pote. Outra coisa comum no comportamento dos gatos é sempre deitar em cima do teclado do computador, notebook ou seja lá o que for, Ele faz isso simplesmente porque viu que estamos dando mais atenção pra alguma coisa do que pra ele. E isso é um absurdo. Afinal, como eu sempre digo: a gente não adota um gato, o gato que adota a gente.

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IMG_2163Foto por Luca Gebara

IMG_6096 Desenho por Paula Milanez

Deixem comentários sobre coisinhas que só loucas(o) dos gatos vão entender. Beijos.

E se eu for um vampiro psíquico?

Oi, pessoal.

Hoje vamos falar sobre mudanças de perspectiva: e se eu for um vampiro psíquico?

Olhar um pouquinho mais para as nossas próprias atitudes nunca é de mais. Principalmente quando notamos que elas fazem mal pras pessoas a nossa volta.

Vimos muitas pessoas comentando no ultimo vídeo sobre Vampiros Psíquicos e no post aqui no blog afirmando que se identificaram com as características de pessoas que sugam a energia dos outros de forma insaciável e, muitas vezes, até sem perceber que fazem isso. A probabilidade disso se tornar um ciclo ou um hábito vicioso é grande.

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Em  primeiro lugar: se identificar com isso nunca será um motivo para se orgulhar ou se sustentar no tipo de pensamento confortável como: “eu sou assim mesmo. É o meu jeito.”. Ser um drenador de energia é algo que precisa ser cuidadosamente observado e corrigido, pois isso não afeta só a sua vida, mas a das pessoas que estão perto de ti e que se importam contigo. Isso pode transtornar sua vida pessoal, profissional, social e até interpessoal, (consigo mesmo) fazendo com que o seu orgulho e petulância não permitam que você veja que isso jamais será algo natural de ti mesmo. Muitas vezes se cria esse tipo de comportamento para se defender. Se defender de algo que não precisa de defesa, mas de coragem.

Se você se enquadra nisso ou já te alertaram sobre, muitas vezes você pode achar que o problema é do outro ou com o outro. Jamais contigo mesmo. Porém, é extremamente importante tomar um cuidado maior e observar o quê e com qual intenção as suas palavras e atitudes atingem as pessoas próximas a você. Porque estamos enormemente condicionados a criticar e condenar o que pode ser visto pelos olhos de fora, mas olhar para dentro é uma tarefa muito mais delicada. Necessita de humildade, discernimento e paciência. Ninguém gosta de ser criticado, alertado e, principalmente, de perceber que é um indivíduo tóxico para quem a gente ama. Por isso é preciso ter paciência e humildade pra compreender que muitas vezes nós estamos nos comportando de maneira automática; agredindo, inferiorizando e menosprezando até mesmo nas entrelinhas, numa postura marcada por uma ironia burra floreada por arrogância, ignorância e por uma superioridade superficial e egocêntrica.

Então, sempre que alguém vier falar ou desabafar contigo sobre o seu comportamento, focando na forma que tem lidado com as situações e/ou com os relacionamentos, é importante a gente buscar ouvir mais e debater bem menos. É o início para buscar melhorar a sua relação com os outros e o convívio com as pessoas que se importam com o seu crescimento. Muitas vezes a gente perde pessoas especiais e incríveis próximas da gente por mero orgulho e imaturidade. Por achar que a sua voz sempre tem mais vez do que a do outro.

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PS: geralmente esse comportamento tóxico é imperceptível para nós mesmos. Porque é muito difícil olharmos para a nossa própria postura quando estamos com a atenção completamente voltada para o comportamento dos outros. Todos nós temos defeitos e podemos ter sido vampiros com alguém em alguma determinada etapa da vida, mas algumas pessoas possuem um comportamento massivo e quase que intrínseco na própria personalidade com essas características que são tão tóxicas para o convívio. É importante buscar ouvir e pedir ajuda. Por mais lenta e cuidadosa que a mudança seja, ela precisa ser feita. Caso contrário, a única coisa que conseguirá das pessoas à sua volta é distância e, por diversas vezes, ausência.

 

Luca e Débora

 

Dicionário das tristezas obscuras

Oi pessoal, me deparei com essa matéria hoje e nunca me identifiquei tanto. Todos os dias passo por coisas que não sei explicar e que só fazem sentido na minha cabeça. Acho que por isso gosto tanto do Twitter. Lá posso me expressar sempre e falar sobre essas coisas e sensações. Depois que li a matéria, fui atrás do que o verdadeiro autor escreveu e descobri que existem milhares de definições.

Cliquem aqui para ler o dicionário das tristezas obscuras.

Algumas que se destacaram pra mim (porque senão eu ficaria o dia todo aqui escrevendo):

Kairosclerosis: n. the moment you realize that you’re currently happy—consciously trying to savor the feeling—which prompts your intellect to identify it, pick it apart and put it in context, where it will slowly dissolve until it’s little more than an aftertaste.

Exulansis: n. the tendency to give up trying to talk about an experience because people are unable to relate to it—whether through envy or pity or simple foreignness—which allows it to drift away from the rest of your life story, until the memory itself feels out of place, almost mythical, wandering restlessly in the fog, no longer even looking for a place to land.

Ambedo (me definiu completamente): n. a kind of melancholic trance in which you become completely absorbed in vivid sensory details—raindrops skittering down a window, tall trees leaning in the wind, clouds of cream swirling in your coffee—briefly soaking in the experience of being alive, an act that is done purely for its own sake.

Rigor Samsa: n. a kind of psychological exoskeleton that can protect you from pain and contain your anxieties, but always ends up cracking under pressure or hollowed out by time—and will keep growing back again and again, until you develop a more sophisticated emotional structure, held up by a strong and flexible spine, built less like a fortress than a cluster of treehouses.

Vellichor: n. the strange wistfulness of used bookstores, which are somehow infused with the passage of time—filled with thousands of old books you’ll never have time to read, each of which is itself locked in its own era, bound and dated and papered over like an old room the author abandoned years ago, a hidden annex littered with thoughts left just as they were on the day they were captured.

Nighthawk: n. a recurring thought that only seems to strike you late at night—an overdue task, a nagging guilt, a looming and shapeless future—that circles high overhead during the day, that pecks at the back of your mind while you try to sleep, that you can successfully ignore for weeks, only to feel its presence hovering outside the window, waiting for you to finish your coffee, passing the time by quietly building a nest.

Parô: n. the feeling that no matter what you do is always somehow wrong—that any attempt to make your way comfortably through the world will only end up crossing some invisible taboo—as if there’s some obvious way forward that everybody else can see but you, each of them leaning back in their chair and calling out helpfully, colder, colder, colder.
Lachesism: n. the desire to be struck by disaster—to survive a plane crash, to lose everything in a fire, to plunge over a waterfall—which would put a kink in the smooth arc of your life, and forge it into something hardened and flexible and sharp, not just a stiff prefabricated beam that barely covers the gap between one end of your life and the other.

Anchorage: n. the desire to hold on to time as it passes, like trying to keep your grip on a rock in the middle of a river, feeling the weight of the current against your chest while your elders float on downstream, calling over the roar of the rapids, “Just let go—it’s okay—let go.”

Monachopsis: n. the subtle but persistent feeling of being out of place, as maladapted to your surroundings as a seal on a beach—lumbering, clumsy, easily distracted, huddled in the company of other misfits, unable to recognize the ambient roar of your intended habitat, in which you’d be fluidly, brilliantly, effortlessly at home.

Printable up to 6"x8". Credits: Classic Film: https://www.flickr.com/photos/29069717@N02/

Deixem comentários me contando com o que vocês se identificaram mais no dicionário das tristezas obscuras. Beijos.

Melatonina

Oi pessoal.

Quando comecei a tomar Melatonina me pediram para fazer um post contando se funciona. Resolvi esperar um tempo para ver direitinho qual efeito faria em mim ou se faria algum efeito. Meu médico receitou junto com outro remédio para dormir mas ela eu tenho que tomar sempre antes. Pra quem não sabe, melatonina é um hormônio do nosso corpo. Ela é produzida pela glândula pineal no cérebro durante a noite e é responsável pela indução ao sono. Quem possui distúrbios do sono pode ficar com falta desse hormônio e por isso é indicado para tomar como suplemento. O estresse também é outro fator que diminui a produção da melatonina. Com a idade ela também vai diminuindo. Tomar  não faz mal nenhum, muito pelo contrário. Recentemente descobriram que além de facilitar o sono ela é boa e importante para prevenir várias doenças e até para a enxaqueca. Ela tem ação no metabolismo também e é eficaz na perda de peso. Não pode sair tomando sem o médico receitar. É pra quem está com a produção baixa por algum motivo.

Quando comecei a tomar achei que não adiantava nada. Até reclamei. Depois levei bronca porque eu estava tomando e ficando no celular e ela só funciona sem luz e nada que interfira no sono. Então passei a tomar 1 hora antes de dormir e meia hora antes do remédio de dormir e depois disso quietinha na cama. Funciona bem, dá um soninho bem gostoso.

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Eu e o Chucky tomamos essa. Tem gosto de balinha de morango e dissolve na boca. Espero ter esclarecido. Mais alguém toma? Deixem comentários. Beijos.

Sonhos Lúcidos – I got some bad ideas in my head

Oi pessoal, hoje pra variar tive um sonho completamente sem noção e assim que acordei mandei ele por áudio pro meu namorado pra não esquecer e resolvi fazer um post sobre isso. Acho que todos os dias da minha vida eu tenho sonhos completamente problemáticos e psicodélicos. Sempre vou esquecendo deles ao longo do dia e lembro apenas de fragmentos que marcaram mais. Fora isso, muitos dos meus sonhos se repetem de tempos em tempos. Como por exemplo: elevadores caindo. Várias vezes eu sonho com situações em que eu entro em elevadores totalmente macabros ou até normais e acontece algo lá dentro e eles acabam caindo. E o mais interessante é que no próprio sonho eu lembro das outras vezes em que eu estava em outros elevadores que caíram também (em outros sonhos) como se fossem memórias minhas que aconteceram de verdade. Como se eu tivesse outra vida nos sonhos. E isso sempre acontece. Na maioria dos meus sonhos repetidos eu lembro de todos os outros, sei o que posso fazer pra deixar a situação menos pior ou ter um certo controle. Eu tenho muitos sonhos lúcidos. Um sonho lúcido é basicamente a capacidade de perceber que tu estás sonhando durante o sonho. Dormir é a melhor coisa porém é sempre uma experiência muito errada pra mim. Eu amo dormir mas parece que não fui programada pra isso. Sempre alguma coisa sai errada. “Débora, não tem a ver com os filmes que tu assistes? Com teus gostos? Com os bonecos que tu tens pelo quarto?” Não. Eu tenho isso desde criança e os filmes e etc não me causam medo algum. Eu tenho medo de coisas muito diferentes como morrer afogada por exemplo e do fundo do mar. Pra quem tem esse tipo de experiência é sempre bom gravar ou escrever os sonhos logo que acorda.

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Eu nunca lembro do início dos meus sonhos, eu só sei que eu estava de mudança e eu e mais duas pessoas estávamos escolhendo as posições das coisas do meu quarto novo (isso tudo na casa da minha vó, eu morei com meus avós até meus 11 anos e em quase todos meus sonhos a minha casa ainda é lá) e de repente tocou a campainha e minha mãe me chamou falando que alguém queria me entregar um presente pra eu usar na parede do meu quarto. Quando cheguei lá era um gigante (gigante mesmo, desses de filme de fantasia, ele só cabia ajoelhado em casa) daí ele me entregou uma ilustração linda do Patrick Bateman e chamou os amigos gigantes para me dar oi e entraram mais 3 seres enormes e eu nem acreditava no que estava vendo e de repente um deles falou “está na hora de comer” e do nada as mulheres deles entraram com marmitas e deram pra eles. Depois disso do nada eu já estava descalça de noite indo em direção ao prédio que eu morava antes desse morrendo de medo ligando pra todo mundo pra avisar que se acontecesse algo eu tava ali e quando cheguei com os pés cheio de galhos, grama e lama estava tendo uma festa bizarríssima de criança no salão de festas e tudo lá dentro tinha ímã parece e estava puxando minhas chaves, brincos, uma outra coisa que eu tinha na mão e uma mulher veio até mim e me levou em um elevador especial que tinham feito porque os outros não estavam funcionando. Obviamente era o elevador mais bizarro já visto pelo homem (e por aliens) e eu como sempre entrei. Começou a balançar e pegar fogo mas ela jogou algo e ele parou, tivemos que descer num andar secreto e estava rolando uma espécie de tortura entre mafiosos. 2 caras enormes torturando de todos os jeitos 2 japoneses. Tinha membros espalhados, até estupro rolou pra humilhar os caras e tirar informações. Foi desesperador porque amarraram a gente e provavlmente nada bom sairia dali. Mas chegou a gangue dos japoneses e fizeram com os dois caras tudo e mais um pouco do que eles fizeram com os dois japoneses amigos deles. Na nossa frente. No meio desse banho de sangue eu só lembro de rastejar pelos corpos mutilados tentando sair dali. Depois eu acordei procurando pela menina.

Acho que foi isso o dessa noite, ufa.

Me contem alguma experiência de vocês, se não ficarem com medo de chegar até aqui. Beijos.

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Hidratação, água e gatinhos

Oi pessoal, hoje passei aqui pra falar de algumas coisas que acho importantes e refletem em perguntas que me fazem bastante. Ainda pouco eu tava meio ansiosa deitada com meu gato e ele se acomodou bem pertinho pedindo carinho e começou a ronronar bem junto ao meu coração agitado. Chegou uma hora que meu coração parecia ter sincronizado com o ronron dele e eu fiquei tão calminha que peguei no sono. Castiel 1 x 0 Ansiedade. Tinha que ser o amor da minha vida. Acho incrível a capacidade dos gatos. E horrível o preconceito que muita gente ainda tem com eles. Outra coisa que eu queria falar sobre, é que assim como nós, eles precisam tomar bastante água e eles nunca tomam a quantidade de água que deveriam. Infelizmente, problemas nos rins são muito comuns entre os gatos. Principalmente em machos castrados. Eles sempre escolhem o local em que gostam mais de beber água. Por isso se observarmos, eles sempre dão um jeito de pular na pia, lamber o chão do chuveiro e tentar beber de qualquer lugar menos do potinho deles. Aqui em casa o Castiel vivia derrubando todos os potes de água e bebendo do chão. Daí pesquisei sobre e vi que alguns gatos só conseguem beber direito água corrente. Agora sempre abro a torneira pra ele e estou providenciando uma fonte. É bom prestar atenção nisso, deixar potes pela casa de diferentes materiais e lavar várias vezes ao dia (pois eles não gostam do cheiro que fica). Outra alternativa é dar ração úmida e cubos de gelo pra eles brincarem. Aqui tem outro post que fiz falando do meu amor, pra quem não leu: Castiel

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Outra coisa que eu quero falar é da hidratação da nossa pele, eu nunca consegui tomar água, desde criança. Mas de uns anos pra cá eu fui me forçando a fazer isso. Comecei deixando garrafinhas pelo quarto e tomando aos poucos. Hoje eu quando acordo já tomo uma cheia direto por costume e ao longo do dia estou sempre enchendo elas. Única coisa que não consigo de jeito nenhum é usar água pra acompanhar comida. Isso é uma coisa que não dá pra mim. Tem que ser sempre um suco, nescau, refrigerante ou algo do tipo. Também não consigo comer sem tomar nada. Nunca tive problemas de pele mas depois que comecei a tomar mais água ela ficou melhor ainda. De resto eu já falei pra vocês, além de muita água, encontrem o protetor solar ideal pra pele de vocês, não durmam com maquiagem, bepantol é nosso amigo, hidratem sempre a pele (tem um hidratante que eu sempre me dei muito bem que é aquele de latinha azul da Nívea, minha pele fica que nem de bebê sempre). Mas usem antes de dormir.

(Lembrando que finalmente fiz meu canal no youtube e quero sempre a opinião de vocês. Se inscrevam: link aqui.)

Deixem comentários. Beijos.

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Paralisia do sono

Um dos piores episódios de paralisia do sono que tive foi no meio de uma soneca inocente da tarde. Eu comecei a ouvir passos e não tinha ninguém em casa. Meu desespero começou a aumentar na medida em que os passos foram se aproximando e eu não conseguia me mover e muito menos falar. A força que eu faço nessas horas é fora do comum, mas meu corpo parece que pesa toneladas. Uma sensação de sufocamento toma conta de mim toda vez. Se a morte parece com algo, pra mim é bem semelhante a isso. Eu pensei em pegar meu celular pra ligar pra alguém mas mesmo estando do meu lado todo esforço foi inútil. Eu nunca durmo com a porta aberta mas nesse dia eu não pretendia dormir então acabei dormindo. Os passos finalmente chegaram no meu quarto e eu vi um vulto passando pela televisão e em seguida minha cama afundou, como se alguém tivesse sentado. Eu lembro de todo o horror desse dia como se tivesse acontecido ontem. É um terror horrível. Será que é isso que as pessoas sentem quando estão perto de morrer? Esses dias meu gato dormiu fora do meu quarto e mais uma vez tive um episódio horrível e comecei a sentir passos na minha cama e andando sobre mim. No começo pensei que fosse ele mas me lembrei que ele quis dormir na sala. Eu fico paralisada por muito tempo, num estado de horror que não consigo explicar. No outro dia fico cheia de dores no corpo de tanto esforço que fiz para tentar me mover.

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Na paralisia do sono é como se o cérebro acordasse antes do seu corpo e assim como o sonambulismo, ela é considerada um distúrbio do sono mas são completamente opostos. No sonambulismo o corpo da pessoa está completamente acordado enquanto sua mente está dormindo. Na paralisia do sono a mente está acordada e o corpo não se move. Isso tudo causa um estado de super alerta e ansiedade no cérebro e resulta em delírios e alucinações. A gente sempre acha que tem alguém junto no quarto. Eu várias vezes achei que estava morta e presa dentro do meu corpo. Já me vi fora dele também.

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A paralisia do sono pode acontecer uma vez na sua vida ou te perseguir pela vida inteira. No meu caso ela me assombra desde criança. Por isso eu nunca durmo no escuro total. Preciso sempre de uma luz. Dizem que ela costuma infernizar muito quem dorme mal também (guilty). Uma sensação muito comum presenciada por todo mundo que passa por isso é um peso no peito.

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Atualmente saiu um documentário falando sobre o assunto chamado The Nightmare, do diretor Rodney Ascher. Ele conta a experiência de 8 pessoas com a paralisia do sono. Vale a pena conferir. Tem na Netflix. Link do trailer aqui.

“Sleep paralysis (is a) surprisingly common phenomenon where people wake-up totally frozen from the eyeballs down, unable even to make a noise, and they frequently see sinister intruders and other disturbing visions,” Ascher says. “I’ve been obsessed with it ever since it used to happen with me. In my case, I saw sort of a living, 3D shadow looming over me in judgement.”

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Deixem comentários contando coisas que já aconteceram com vocês. Beijos.

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Invisible Monster – Depressão

Eu não consigo lembrar do tempo em que me senti diferente. Pelo menos não de forma clara. Também não imagino um futuro em que eu me sinta diferente do que eu me sinto hoje. Parece que o passado e o futuro são absorvidos pelo presente na cabeça de uma pessoa depressiva. Não existe uma razão pra eu ter ficado assim. Eu não acho que seja uma resposta ou reação para uma situação específica. É muito desconfortável quando perguntam o motivo. Na minha cabeça a depressão é oca, vazia, cansativa e insuportável. Um fardo que quem tem  vai carregar para o resto da vida. Ela é como um bichinho que tem que ficar em observação sempre. Não pode deixar de lado e nem parar de prestar atenção porque ele pode virar um monstro a qualquer momento. Tem que ser sempre monitorado. A paranoia ataca de maneiras inacreditáveis, a paciência com tudo é nula, a gente fica com medo e ao mesmo tempo assusta todo mundo. É praticamente impossível ficar perto de uma pessoa depressiva, por mais que tentem e achem que devam. Quase ninguém aguenta ficar perto de alguém que está sem vida a maior parte do tempo.

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Geralmente acordar é um problema, apesar de ter pesadelos diariamente parece que acordo para um pior ainda. Só de pensar em acordar já bate um desespero enorme. Ter que viver um novo dia, tudo de novo. Sentindo a mesma dor. Tento dormir o máximo que posso e me sinto muito frustrada quando não consigo. Pegar no sono é pior ainda, até contra o efeito dos remédios eu luto pra ficar pensando em coisas horríveis antes de dormir. Mesmo sem querer. Estou sempre me sentindo exausta e irritada. Até penso em fazer as coisas, mas às vezes é como se todas as minhas forças vitais estivessem paralisadas. Fico num estado sombrio sem vontade nenhuma. Até para coisas simples preciso fazer um esforço enorme e nada vale a pena. Nem as coisas que gosto (ou deveria gostar) eu consigo fazer direito. Depender de remédios para conseguir ao menos levantar da cama e tomar banho, sentir a morte na pele se ficar um dia sequer sem tomar por causa da abstinência horrível. Você acaba se isolando aos poucos de todo mundo, perde a capacidade de confiar e se não tomar cuidado pode acabar ficando ausente de si mesmo. Por outro lado, eu pelo menos aprendi a me conhecer bem mais nesses momentos de crise do que em qualquer episódio de felicidade que já tive. A tristeza parece sempre que veio pra ficar ao contrário da felicidade que é uma coisa sempre incerta (pelo menos para mim). Essa é a pior parte da depressão: ela se torna quase confortável. A pessoa se acostuma. Parece que está tudo errado quando algo está dando certo ou quando estou feliz.

É importante não se afastar das pessoas que te amam e acreditam em você (mesmo se você não acredita mais em si mesmo). Fazer exercícios também, por mais que cada passo pese uma tonelada. Comer direito, mesmo que a comida não entre às vezes. Tentar sempre ser mais forte que a tristeza, mesmo com ela te nocauteando todos os dias. E tomar direito os remédios, se tomar.

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Beijos.

He’s not just a standard cat

Sempre que alguém fala que não gosta de gatos porque eles não são parceiros, não são atenciosos, são traiçoeiros e não se apegam ao dono eu fico me perguntando se estamos falando do mesmo animal. Muitos gatos já passaram pela minha vida e todos eles eram especiais de jeitos diferentes. Talvez esse pensamento crie uma barreira entre a pessoa e o gato, dificultando uma relação boa. Diferente dos cachorros, os gatos são um pouco mais difíceis de se conquistar. É preciso respeitar o espaço deles, conhecer o temperamento e aos poucos ir se aproximando e ganhando sua confiança. A relação com os gatos é baseada em respeito. Depois que essa conexão é feita é que se conhece o amor incondicional de um gato. Me identifico muito com eles. Eles são muito sensitivos. Estão sempre cuidando do dono, são terapeutas 24 horas por dia. São nossos parceiros silenciosos. Posso dizer que todo mundo que ama seu gato depois que adotou um nunca mais ficou sozinho. Até na hora de ir ao banheiro eles estão ali, nos encarando. Alguns dizem que eles são bruxos. Eles absorvem grande parte das energias ruins do ambiente e que ficam acumuladas em nós. Por sorte, eles têm o poder de eliminá-las depois. Por isso eles dormem tanto, precisam repor as energias que gastam absorvendo e fazendo essa limpeza.

Ninguém precisa odiar gatos pra gostar de cachorros e nem odiar cachorros pra gostar de gatos. São animais completamente diferentes de se lidar. Eu sou apaixonada pelos dois e consigo ver as coisas boas dos dois. Me irrita quando fazem comparações.

Sempre que estou me sentindo mal fisicamente ou psicologicamente eu sei que meu gato logo vai entrar no meu quarto ronronando e vai deitar em cima de mim. Ele sempre sabe. Eu nem sei o que seria de mim. Ele já me salvou várias vezes. É comprovado que eles ajudam no tratamento de doenças psicológicas.
Poucas coisas acalmam mais do que o ronrom de um gatinho. Qualquer dono de gato vai negar que eles são animais que não precisam de carinho e que não são carinhosos. Apesar de serem mais independentes eles são totalmente amorosos. Só precisam que respeitem seu espaço. Eles estão toda hora demonstrando seu amor. Dormindo enroscados na gente neutralizando as energias ruins, dando piscadinhas que simbolizam carinho, dando cabeçadinhas, se esfregando na gente para deixar o cheirinho deles e ganhar carinho, nos observando no banheiro, jogando futebol com nossos objetos pessoais, revirando os lixos atrás de cotonetes sujos, tirando todos os ralos da casa…
Hoje posso dizer que me comunico melhor com o meu gato do que com quase todo mundo que já conheci na vida. Ele sabe tudo que vou fazer. Até nossas manias estão parecidas (coitado).
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Deixem comentários contando como é a relação de vocês com gatos. Beijos.

 

Libertando demônios – Apometria

Oi pessoal, tive outra consulta muito interessante hoje e achei legal compartilhar algumas coisas. A primeira é minha idade mental. Quando eu estava na minha tela mental rodeada por uma espécie de aura dourada em um lugar que parecia uma caverna, eu já me senti um monge no ato II de Diablo III, fazendo aquelas quests infernais nas caves de lá.

Fizemos um exercício hoje também em que eu precisei ler em voz alta o seguinte texto:
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Acabamos descobrindo que em uma de minhas vidas passadas eu fui líder de um grupo que praticava magia negra (isso mesmo, de verdade) do tipo que usava vestes e tudo. E o pessoal me acompanhava até hoje esperando que eu voltasse. E isso é bastante peso pra se carregar. Mas nessa sessão de apometria conseguimos cortar todos os laços que ainda me ligavam a eles. Fiquei sabendo que tenho uma sabedoria enorme sobre magia e que isso vai me acompanhar pra sempre. Em todas as vidas. Mas que minha missão é usar isso pro bem e não de um jeito que bagunce as energias. Eu sempre me interessei pelo tema e vivo estudando sobre, principalmente ocultismo, bruxaria e magia negra mesmo. Vivo brincando no twitter e falo bastante até nos meus próprios posts aqui. É engraçado que por mais cética que eu seja, tudo faz meio que sentido. Não tem como negar. Vocês já devem estar me achando meio lelé, né? Mas não importa. Hoje eu saí de lá me sentindo até meio entorpecida de tão leve. Tiraram literalmente vários pesos de mim. Toda vez descubro um novo. Esse negócio de vidas passadas é uma loucura. Ele comentou comigo hoje que tem vezes que a pessoa já teve 100 e só em duas ela foi boa. Imagina o fardo? Isso pesa muito. Muitas doenças (principalmente psicológicas) e coisas sem explicação que acontecem com a gente podem ser consequência de alguma vida que a gente teve e ficou ligada ainda de alguma forma.
Outra coisa que aprendi foi sempre que eu estiver com alguma crise (de dor ou emocional) é pra largar tudo que estiver fazendo, deitar, me concentrar e procurar meu pontinho de luz. Pode demorar pra encontrar mas uma hora ele aparece, e quando aparecer tem que ir correndo pra ele e vai ficar tudo cada vez mais claro. Eu tive que usar o meu pavor do escuro pra achar o meu. Essa luz é a nossa essência. A gente se perde dela às vezes.
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Beijos e até a próxima.

I want to believe – Apometria

Oi pessoal, algumas pessoas ficaram curiosas quando falei das minhas sessões de Apometria e pediram post.
Pra quem não conhece, Apometria trabalha com o desdobramento dos corpos. É quase uma viagem astral. Ela tem como objetivo equilibrar as energias que estão em conflito e desarmonia dentro da gente.
Eu desde pequena não fico no escuro total porque sinto e vejo coisas. Minha prima morre de medo de dormir comigo porque acordo no meio do nada teimando que tem algo ali. Fora a paralisia do sono. É um terror que já me acompanha há muito tempo. Eu luto tanto pra me mexer que acordo cheia de dor muscular. Pior é quando me vejo fora do meu corpo. Mas nessa primeira consulta descobri que não é ruim sair do corpo e posso aprender a controlar isso. Confesso que não fui muito animada. Conversamos bastante, falei das minhas dores, minhas aflições e depois entramos na sala para começar a sessão.

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Eu demoro muito pra relaxar e no começo só fiquei lá ouvindo ele falar várias coisas e vários termos que eu nunca tinha ouvido na vida e ele ficava conversando com uma “equipe espiritual” também. Daí ele pediu pra eu tentar enxergar um farol, não consegui de primeira. Eu via tudo preto mas sabia que tinha dois pontos de luz mais distantes. Daí ele pediu pra eu virar a cabeça pro lado e olhar mais pra baixo e eu consegui ver um pouco mais de perto. Ele falou que eu tenho muitos pensamentos sombrios e que em uma das minhas vidas passadas mostraram pra ele que fui um samurai. Ele falou também que essa equipe espiritual enviou uma entidade pra limpar as energias ruins do meu quarto e que iria ficar aqui um tempo cuidando de mim (Espíritos 2 – Você Nunca Está Sozinho). Depois ele só fez umas coisas pra equilibrar meus chakras que estavam completamente desalinhados. Saí de lá mais leve porém ainda com dúvidas.

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Nessa sexta que passou tive a segunda sessão e foi a maior viagem, porém, me explicou muita coisa. Sempre acreditei em extraterrestres e tenho uma certa obsessão em tudo que envolve eles. Começamos a sessão e foi como na outra. Ele se comunicando com a equipe espiritual e falando coisas. Daí ele pediu pra eu abrir o chakra do coração e tentar visualizar uma luz azul neon e, assim que conseguisse, era pra mergulhar nela. Mas tudo que eu vi foi um túnel preto que não acabava nunca e entrei lá. Depois de um tempo comecei a ver uma luz violeta que foi ficando cada vez mais perto e de repente ela começou a comer todo o preto que aparecia. Ele disse que era uma limpeza. Tava limpando coisas ruins. Depois ele começou a rir do nada e eu gelei porque vi um vulto de alguém enorme e ele disse que era um amigo milenar meu de quase 3 metros de altura. Falou que ele ia encostar na minha cabeça. Eu gelei inteira, cheguei a quase chorar. E foi isso.

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Até a próxima.
Comentem o que acharam ou se já passaram por algo assim. Beijos.

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Nem todos os vampiros chupam sangue

Oi pessoal,

Hoje passei aqui pra falar de vampiros que não se alimentam de sangue e sim de energia vital. Eles estão em absolutamente todos os lugares. Todo mundo já deve ter tido contato com algum na vida, seja superficial, de amizade ou até em um relacionamento mais íntimo. O termo vampiro psíquico foi popularizado por Anton LaVey e na psicologia moderna ficou conhecido como vampiros emocionais.

Sabe aquela pessoa que só de passar um tempinho conversando já te deixa mentalmente e fisicamente exausto? Pode ser só por alguns minutos mas já te deixa pesado morrendo de vontade de morrer na sua cama.

Quando são casos de amizade ou relacionamento, é só observar que só ela se beneficia enquanto a outra fica cada vez mais doente, fraca, abatida, longe de si mesma e se sentindo meio que responsável. O psyvamp sempre vai exigir todo o tempo e atenção da outra pessoa e não vai poupar mentiras e desculpas para conseguir o que quer. Sempre precisa de emoções exageradas e vai constantemente procurar discutir e deixar a outra pessoa desesperada até ficar satisfeito. Ele parece nunca querer resolver os problemas, só quer tumulto, despertar as emoções e causar exaustão na outra pessoa. Coisas que levariam 2 minutos para resolver, levam eternidades.

Em lugares muito cheios sempre tem. Por isso eu detesto. Sempre que chego em um lugar cheio já começa a me dar pânico e minha energia cai do nada.  Aposto que muitos sentem isso.

Nem todos os vampiros psíquicos são ruins, alguns nem sabem que são assim e nem percebem as coisas que fazem.

Vou colocar um trecho da Bíblia Satânica do Anton Lavey que fala sobre vampiros psíquicos:

“Se você pensa que pode ser a vítima de uma determinada pessoa, há algumas simples regras que o ajudará a tomar uma decisão. Há uma pessoa que você frequentemente recebe ou visita, mesmo que realmente não queira, porque você sabe que se sentirá culpado se não o fizer? Ou você se descobre frequentemente fazendo favores para alguém que nunca vem adiante e pede, mas sugere? Frequentemente o vampiro psíquico usará a psicologia reversa, dizendo: “Oh, eu não posso pedir a você por isto – e você, em retorno, insiste em faze-lo. O vampiro psíquico nunca exige nada de você. Isto pareceria muito presunçoso. Eles simplesmente deixam os seus desejos serem conhecidos de maneiras sutis que impedirá que eles sejam considerados pestes. Eles “nunca pensariam em impor” e são sempre capazes de aceitar a sua sorte, sem a menor importância – externamente! Seus pecados não são de ação mas de omissão. E o que eles “não” dizem, não o que eles querem dizer, que faz você sentir muito responsável por eles. Eles também são muito astuciosos em abrir suas pretensões com você, porque eles sabem que você se ressentiria disto, e teria uma razão tangível e legítima para condena-los. Uma grande parcela dessas pessoas tem “atributos” especiais que fazem sua dependência sobre você mais possível e muito mais efetiva. Muitos vampiros psíquicos são inválidos (ou pretendem ser) ou são “mentalmente e emocionalmente perturbados”. Outros podem simular ignorância ou incompetência e então, sem compaixão, ou mais freqüentemente, com irritação, você fará coisas para eles.”

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Deixem comentários contando sobre os psyvamps da vida de vocês. Beijos.

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“E se você é um vampiro psíquico – tome cuidado! Acautele-se do satanista – ele está pronto e desejoso de enfiar com júbilo uma estaca proverbial em seu coração!” – Anton Lavey

Feeling claustrophobic, like the walls are closing in – Ansiedade

E lá vem ela. Bota meu coração dentro de um liquidificador. Parece que vou ter um ataque cardíaco. Causa desordem na cabeça. Os pensamentos ficam confusos, barulhentos, passam um por cima do outro. Tento respirar fundo pra aliviar a angústia insuportável no peito. Não precisa de motivo pra aparecer com força total, os ataques podem ocorrer de repente e sem aviso. Mas qualquer motivo é motivo por menor que seja. Quem tem sabe que é muito fácil transformar qualquer coisinha no fim do mundo e, pior ainda, por antecipação. Às vezes faço um inferno imensurável na minha cabeça por causa de algo que nem aconteceu ainda. Passo mal, fico doente, surto, pra chegar no dia nem ser tão ruim assim. O pior é saber disso e não conseguir evitar o pânico. Toda vez. É assustador. Parece que meu cérebro quer me matar. O tratamento ajuda, mas não resolve. A ansiedade já construiu um castelo dentro de mim. Quem tem crises sabe que não tem como controlar a ansiedade. Só esperar passar quando ela aparecer. É de andar desesperadamente pela casa, dá vontade de chorar, de vomitar, de sair correndo de mim.

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Mais uma daquelas coisas que “só quem tem entende”. Beijos.

H is for Head Game – Relacionamentos Destrutivos

Oi pessoal,

Hoje passei aqui pra falar sobre relacionamentos destrutivos. Aqueles em que ambas as partes se destroem até não sobrar nada. Ficam fazendo joguinhos psicológicos, chantagens emocionais e todas essas coisas. Espero que assistam o vídeo. Já abri com ele porque é MUITO explicativo. Ele aparece no filme The ABCs of Death 2. Demonstra muito bem o que é um relacionamento destrutivo onde o casal começa a se destruir aos poucos e terminam DESTRUÍDOS um pelo outro. Leva muito tempo e porrada na cara pra identificar e começar a não cair mais em jogos mentais. A não ser que a pessoa queira, principalmente no começo de uma relação nova, que muitos acham “emocionante”. Pra mim nada tem de emocionante. Jogos mentais são um vício e muitas vezes o casal passa anos se destruindo e todo mundo em volta se pergunta “por que não terminam?”

Como disse Bukowski:

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E sai completamente destruído, frustrado, sem autoestima e perdido. Sem sequer saber quem é. Um relacionamento é pra fazer ambos crescerem juntos. Óbvio que sempre, SEMPRE existirão problemas, mas se os dois estiverem comprometidos da mesma forma irão trabalhar nisso e resolver e não entrar numa competição barata pra ver quem controla quem, quem sai por cima. Nessas horas sempre haverá um joguinho. Principalmente se forem o tipo de casal termina e volta, onde um ou até os dois não estão preparados pra lidar com problemas e sempre termina(m) a relação quando surge algo. Isso é sinal de relacionamento destrutivo e de que um ou ambos não estão tão comprometidos assim. Chantagens emocionais também são bem comuns. Eu acho que tem um limite de dor que uma pessoa consegue sentir pra levantar a bunda e conseguir terminar (enquanto a outra não termina) que se mistura até com uma sensação de fracasso que mexe com o orgulho de não ter dado certo também. Por isso dura tanto às vezes.

Espero que tenham gostado. Comentem o que acharam do vídeo e desse tema. Se já passaram ou passam por isso e etc.

Beijos.

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Oi.

Oi pessoal.

Criei esse blog pra postar os pedidos de vocês. Sempre fica aquele rolo nos comentários do instagram e lá não tem como eu responder todo mundo e às vezes nem tem como eu ler. Aqui pelo menos vai evitar aquela repetição de coisas em todas as fotos e vai facilitar a comunicação já que preciso aceitar o comentário antes de ser postado. Demorei bastante pra vencer minha barreira de chatice e timidez pra criar isso aqui. Vocês sabem. Acabei ficando doente atrasando tudo e estou um pouco lenta com as coisas, mas estou melhorando. Espero que tenham paciência e gostem.

Deixem comentários com o que gostariam de ver aqui. Já tenho uma ideia e uns posts em mente, mas quero saber mais.

Beijo.