Category Archives: Filmes

Raw – Review

Oi,

desde que li sobre esse filme ano passado eu acho que não teve um dia em que eu não tenha pesquisado em todos os lugares possíveis da internet pra ver se já tinha saído em algum lugar. Mas o que me atraiu mais no filme além do tema principal não foram nem os comentários em todos os lugares falando dos desmaios das pessoas e os sacos de vômito que estavam sendo distribuídos mas sim o fato de ser um filme francês. Eu sou fascinada pelo cinema francês, principalmente pelos filmes de terror.

Raw (Grave), 2016 – longa-metragem escrito e dirigido pela diretora francesa estreante Julia Ducournau, conta a história de Justine (Garance Marillier), uma jovem vegetariana de 16 anos que acabou de entrar na faculdade de medicina veterinária. Ela é bastante idealista, defende fielmente os direitos dos animais e é virgem. Toda a sua família é vegetariana e são bem rígidos quanto a isso, não comem nada de origem animal. Na semana do trote, os veteranos a obrigam a comer um pedaço de fígado cru de coelho. Transtornada com a situação ela tenta explicar que nunca comeu carne e ainda pede ajuda a sua irmã Alexia (Ella Rumpf), que é uma veterana do curso, mas a mesma disse que já tinha feito e que ela precisava fazer também. Mesmo horrorizada com tudo aquilo, ela se submete por medo de não ser aceita e ser hostilizada pelo resto de sua experiência universitária. O filme explora bastante a desilusão do jovem ao entrar na faculdade e se deparar com a violência da submissão, lei dos mais fortes, humilhação, trotes medonhos em que todos os limites do aceitável são ultrapassados e bullying. A atmosfera da faculdade é retratada de uma forma totalmente nociva e desconfortável. Depois do ocorrido, Justine começa a enfrentar as consequências terríveis e perturbadoras desse ato, como uma fome insaciável e um comportamento totalmente animalesco. Ela começa a descobrir na marra sua verdadeira natureza. Apesar de todas as reações adversas ao filme, eu não achei tão repulsivo assim. Claro que pode revirar sim os estômagos mais fracos mas acredito que, como sempre, houve muito sensacionalismo na divulgação. A própria diretora comentou que não era pra ser um filme pra te deixar enojado. Apesar de não ter superado minhas expectativas, é um filme muito bom e vale muito a pena assistir. Ele explora o canibalismo de uma forma diferente de filmes como Cannibal Holocaust e The Green Inferno. Ele me remeteu bastante aos filmes We Are What We Are e Ravenous. O canibalismo aqui, serve um pouco de metáfora para dramas como auto-aceitação, sexualidade, identidade, conformidade e todas as descobertas e anseios que uma jovem passa ao entrar num mundo totalmente novo. Comer carne humana foi basicamente sua “iniciação” na vida adulta. A transição de uma garota visivelmente retraída com muita dificuldade em se encaixar no padrão dos outros alunos que começa a ter desejos canibais ao mesmo tempo que se descobre como mulher é bastante inquietante e te deixa cada vez mais envolvido. A trilha sonora é repleta de zumbidos e ruídos que complementam perfeitamente os momentos de tensão. Não é um filme com violência explícita e foi claramente feito pra causar desconforto no expectador. A trama foi muito bem construída e traz um olhar inédito sobre o canibalismo. Todos os personagens desempenham um papel importante e são muito bem aproveitados. Eu recomendo muito. Não assistam o trailer e vejam de mente aberta sem esperar nada.

Me contem o que acharam depois.

Get Out – Review

Oi,

sempre que assisto um filme de terror atual bom eu sinto necessidade de indicar aqui. Quem gosta do gênero sabe como é difícil encontrar atualmente no meio de tanta coisa ruim. Desde que foi anunciado esse filme eu fiquei com muita vontade de ver, apesar de achar que o trailer mostrou mais do que precisava. Tenho um problema sério com trailers, acho que já falei um milhão de vezes. Geralmente quando mostram muito não sobra nada de surpreendente pra ver no filme. Prefiro quando são bem minimalistas.

Get Out (Corra), 2017 – escrito e dirigido pelo comediante Jordan Peele, o filme mistura um pouco de drama, terror, terror psicológico, suspense, humor e ainda aborda a questão do racismo. O que torna o filme bem importante e imperdível. A trama logo de início mostra um homem negro sendo sequestrado em um bairro aparentemente rico e em seguida  nos apresenta o casal apaixonado Chris e Rose que está prestes a embarcar em uma viagem para conhecer a família dela. Chris (Daniel Kaluuya) é um fotógrafo bem sucedido e um pouco antes de saírem para a viagem, questiona sua namorada Rose (Alison Williams) de forma hesitante, se ela contou para seus pais que ele é negro. Ela responde que não contou mas garante que sua família não é racista e que ele não precisa se preocupar. Pode soar meio clichê “uma garota branca leva seu namorado negro para conhecer sua família” mas é feito de uma forma que tudo parece novo. É um sopro de ar fresco para o gênero. É um thriller psicológico que vai te deixar apreensivo do começo ao fim. Peele, que é conhecido por suas performances de stand-up comedy, conseguiu mesclar perfeitamente a comédia com a tensão dramática inquietante que dura o filme inteiro. A casa dos pais de Rose, Dean e Missy (Bradley Whitford e Catherine Keener), fica em um local completamente isolado, os empregados da casa se comportam de uma forma totalmente fantasmagórica e robótica e todos eles também são negros. Apesar da recepção calorosa dos pais, Chris logo percebe que algo muito errado está acontecendo por ali. Na medida que mergulha nesse mundo totalmente branco, começa a fazer observações perturbadoras e incômodas que o levam a pensar que todo mundo ali possui intenções maléficas em relação a ele.  A mãe de Rose é terapeuta e usa técnicas de hipnose nos seus pacientes. Em uma cena ela hipnotiza Chris e o faz cair num lugar totalmente perturbador dentro da própria mente dele. Isso lembrou muito Black Mirror. Como se não bastasse, eles ficam sabendo depois de chegar lá que vai ter um encontro anual com vários outros convidados majoritariamente brancos e bem vestidos que se comportam de uma forma totalmente peculiar. O filme fala sobre racismo mas não de uma forma clichê como o preconceito explícito, ele retrata a paranoia racial de uma maneira satírica que nos faz refletir sobre a tensão que ainda existe nos dias atuais a respeito disso. Ele trata de apropriação cultural de uma forma muito sinistra e passa muito bem a sensação constante de paranoia e de que algo está muito errado. Eu adorei a abordagem do filme e a forma que trataram um tema que é tão importante socialmente. Com certeza vai ficar na sua cabeça um bom tempo e vai te deixar pensando por dias depois de assistir. Um dos únicos pontos negativos na minha opinião foi o final, eu terminaria de um jeito muito mais perturbador. É um filme de terror que segue a linha dos mais antigos, acho que por isso eu gostei tanto. A trilha sonora combinou perfeitamente, as atuações e resoluções finais são bem impactantes e vão te deixar inquieto e ansioso. Ah, não posso deixar de falar sobre Rod (LilRel Howery) que é o melhor amigo de Chris e na minha opinião deu muito mais vida ao filme. Ele é simplesmente hilário.

Me contem o que acharam depois.

Pieles – Review

Oi,

ontem estava passeando pela netflix como quem abre a geladeira procurando algo e nunca encontra e encontrei esse filme. Assim que li “drama social sombrio” e “personagens deformados” sabia que era o meu tipo de filme. Já aviso que não é pra qualquer um.

Pieles (Skins), 2017 – do espanhol Eduardo Casanova, o filme conta histórias interligadas sobre pessoas com deformidades físicas que procuram seu lugar no mundo. Os esforços não foram poupados para provocar e deixar o espectador extremamente desconfortável e incomodado. É um filme bem difícil de digerir pra quem não está acostumado. O objetivo é causar inquietação retratando das formas mais absurdas e surreais possíveis temas sensíveis como pedofilia, solidão, rejeição, auto-aceitação, homossexualidade entre outros. O lado mais obscuro do ser humano é mostrado em 50 tons de rosa. A mensagem é muito clara apesar de abusarem do uso de metáforas. Você provavelmente vai sentir repulsa do começo ao fim e através disso vai reajustar suas percepções do que a beleza realmente significa. A crítica em si não é nenhuma novidade mas sim o jeito irônico que ela é feita abusando de uma estética radical e temas fortes. O filme tem uma direção de arte e fotografia impecáveis e é impossível não reparar nisso em todas as cenas. É tudo tão bem arquitetado que chega a dar uma paz no coração. O roteiro é repleto de humor negro e, por mais que seja um drama totalmente sombrio, é impossível não achar graça em algumas situações totalmente constrangedoras e hilárias ao mesmo tempo. Casanova não tem nenhum escrúpulo na hora de retratar a vaidade, fobia, vergonha e a vontade de mudar para se enquadrar nos padrões ditados por uma cultura de superficialidade. Recomendo muito pra quem gosta de ser provocado e instigado a se questionar de uma maneira filosófica sobre diversas coisas. Eu prometo que a última cena vai ficar um bom tempo na sua cabeça.

O mundo é horrível, o ser humano é horrível… Mas não podemos fugir disto. Porque nós somos o horror.”

 

Contem o que acharam depois.

What We Do in the Shadows – Review

Oi,
Passando pra indicar um filme que assisti esses dias. Posso afirmar que comédias não são o meu forte e raramente assisto algum filme do gênero. Não é qualquer coisa que me faz rir e eu ri durante esse filme inteiro. Sem dúvida uma das melhores comédias que já assisti.
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What We Do In The Shadows (2014) – produzido, dirigido e estrelado por Jemaine Clement e Taika Waititi, o filme se passa na Nova Zelândia e é um mockumentary (documentário falso). Uma equipe de documentaristas acompanha e mostra o dia a dia de 4 vampiros que dividem a mesma casa nos dias atuais. Logo no começo, já aparece um aviso dizendo que cada cameraman está protegido por um crucifixo. Viago (Taika Waititi), Vladislav (Jemaine Clement), Deacon (Jonathan) e Petyr (Ben Fransham) são 4 vampiros de diferentes idades e cada um deles possui características estereotipadas que já vimos por aí em outras produções. As piadas são feitas de um jeito totalmente natural e os depoimentos são espontâneos e alguns até improvisados.
A ideia do filme não é inovar as histórias de vampiros e sim mostrar de uma forma cômica as características milenares desses seres no mundo moderno. As lendas como não poder entrar em um lugar sem ser convidado, pegar fogo no sol, se transformar em morcego e não conseguir ver o próprio reflexo no espelho são retratadas de um jeito hilário em situações do cotidiano. Os 4 se esforçam para acompanhar as tendências de moda e tecnologia moderna. Cada um tem seu estilo próprio mas todos se vestem com roupas de séculos passados. Apesar de ser uma comédia, o filme consegue abordar de forma inteligente alguns temas como amizade, amor e como é difícil lidar com a velhice no passar dos anos. Até para um vampiro as coisas já não funcionam mais como antigamente. Não tem como não rir e chorar ao mesmo tempo com o Vladislav, que era capaz de hipnotizar uma multidão inteira e hoje em dia não consegue nem atrair uma pessoa assistindo tv.
O filme não perde o ritmo em momento algum e é engraçado do início até os créditos finais. No decorrer da trama, outros personagens únicos aparecem. Como Stu (Stuart Rutherford), o amigo humano de Nick. É um personagem sem carisma algum e totalmente inexpressivo que ganha a simpatia e amizade do grupo. O fato de Stu ser totalmente sem sal e sem personalidade alguma deixa tudo mais engraçado. Tem também a criada humana de Deacon (Jackie) que atrai vítimas para os 4 e limpa tudo que é tipo de bagunça na esperança de que algum dia seja transformada em vampira também. Ela que apresentou Nick (Cori Gonzalez-Macuer) para o grupo que acabou sendo transformado em vampiro. Não poderia faltar também o clã de lobisomens (eternos rivais dos vampiros).
Eu recomendo muito o filme e garanto que rende boas risadas. Tem na Netflix.
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Comentem o que acharam depois de assistir.

Busanhaeng (Train to Busan) – Review

Oi,

Quando li o título em português “Invasão Zumbi” a primeira coisa que fiz foi revirar os olhos. Filmes de zumbis já estão completamente batidos e fazia muito tempo que eu não assistia nada bom. Até The Walking Dead eu abandonei na quarta temporada e nem sei se algum dia eu vou voltar a assistir. Depois de várias sequências horrorosas de Resident Evil, a decepção que foi Guerra Mundial Z e outros títulos menos conhecidos, eu resolvi dar uma chance ao filme porque descobri que era sul-coreano como The Wailing que eu indiquei aqui esses tempos. E não me arrependi nem um pouco. O título em português foi mais uma jogada de marketing pra atrair público (mas na minha opinião fez o efeito contrário por ser algo tão batido). Não tem nada a ver com o filme. Apesar de ter zumbis, para mim, eles não são o elemento principal da história. O título em inglês “Train to Busan” combina mais com o enredo do filme.

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Busanhaeng (Train to Busan) 2016 – escrito e dirigido por Sang-Ho Yoan, o filme se passa em um trem de alta velocidade que está indo de Seul para Busan enquanto um vírus letal começa a se espalhar pela Coreia do Sul transformando as pessoas infectadas em zumbis. Somos apresentados logo de início a Seok Woo (Yoo Gong) e sua filha Soo-an (Soo-an Kim). Um pai capitalista e egocêntrico, viciado em trabalho e visivelmente ausente que tenta de forma falha salvar o que resta da sua relação com a filha, que depois de muita insistência o convence a tirar um dia de folga para deixá-la passar um tempo com sua mãe em Busan no dia de seu aniversário. Os personagens, apesar de serem comuns em filmes de terror, são todos muito bem desenvolvidos. O pai ausente, a filha, a grávida, o marido protetor, um vilão humano que chega a dar mais raiva que os próprios zumbis, um casal de adolescentes e todos os outros, tornam o filme ainda mais inquietante e envolvente. Tudo começa a dar errado antes do trem partir, quando uma garota aparentemente doente consegue embarcar. A atmosfera é completamente claustrofóbica por se passar dentro de um trem 90% do tempo. Os personagens são separados em diversas partes do filme e colocados em situações de risco em que precisam tomar decisões em intervalos quase nulos de tempo. Apesar das quase 2 horas de duração, o perigo e a agonia são tão constantes e a ploriferação do vírus acontece de forma quase que instantânea que o tempo passa voando e quase não dá tempo de respirar. Os diálogos são certeiros, o roteiro é muito bem desenvolvido em todos os aspectos e consegue mesclar de forma muito natural toda a ação, o drama, a violência, o suspense e até um pouco de comédia. Apesar de não trazer nada de muito novo em relação aos filmes do gênero, Train to Busan consegue ser original. A evolução e transformação do caráter do protagonista e sua relação com a filha ao longo do filme acontece de uma forma nada forçada e gera um impacto bem especial no desfecho da trama. As relações entre os outros personagens vão aparecendo na medida em que eles vão entrando no meio da confusão no trem e também são todas muito bem construídas e importantes. Não é um filme que vai te dar medo. Nada relacionado a zumbis me causa medo, mas é um filme que vai te deixar tenso do começo ao fim e com certeza um dos melhores já feitos.

Para mim, os zumbis são apenas um detalhe no filme. É antes de tudo um filme sobre tragédia, sobrevivência, amor, amizade, heroísmo e como uma pessoa viva pode ser pior do que o próprio mal que está matando todo mundo.

Se alguém já viu, me conta o que achou. Recomendo muito, principalmente pra quem já está cansado de filmes de zumbi.

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Nocturnal Animals (Animais Noturnos) – Review

Oi,

Passei aqui hoje para indicar mais um filme. Eu tenho uma mania “infantil” (digo infantil porque faço isso desde criança) que é sempre escolher alguém para “ser” nas coisas que assisto/leio. Qualquer coisa. Desenho, seriado, filme, anime, livro, mangá… qualquer coisa. Eu sempre tenho que escolher aquele personagem que eu me identifico tanto que a partir daquele momento eu ajo como se fosse ele, tudo que acontece com ele na trama eu sinto como se fosse comigo. Me irrito junto, fico triste, fico feliz. Pode parecer totalmente bobo mas é uma mania que eu carrego comigo até hoje. Tanto é que se eu não gostar nem me identificar com nenhum personagem tanto assim, eu não consigo me apegar nem me prender ao que vou ler/assistir. Por mas que falem o quanto é bom. E provavelmente pode ser.

Mas voltando ao que realmente importa, nesse filme eu me vi nos dois personagens principais. Eu não consegui escolher nem um, nem outro. Tinha um pouco de mim em cada um deles. E foi logo nessa hora, nos primeiros minutos e nas primeiras cenas que eu já sabia que passaria o filme inteiro com aquele nó na garganta. Já aviso que não é um filme pra qualquer um. Ele já começa te dando tapas na cara.

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Nocturnal Animals (Animais Noturnos) 2016 – Um filme de Tom Ford, adaptado do romance escrito em 1993 por Austin Wright, Tony and Susan, esteticamente belo e impecável, é composto por basicamente três narrativas. Susan Morrow (Amy Adams) é uma artista bem sucedida visivelmente infeliz em todos os aspectos da vida, apesar de seu visual deslumbrante e elegante desde os sapatos até os fios de cabelo. Tudo em sua vida reflete suas escolhas ruins, principalmente seu atual casamento que é totalmente vazio e superficial, o que mais vemos atualmente quando envolve muito dinheiro na família e aparências. O clichê dos relacionamentos falsos. Na volta de uma exposição em uma galeria de arte, recebe um manuscrito de um livro que seu ex marido escreveu e dedicou a ela, chamado Animais Noturnos. A partir daí, inicia a segunda narrativa, que é quando ela começa a ler o livro e a história como ela está imaginando enquanto lê começa a ser mostrada. Jake Gyllenhaal faz o papel do protagonista do livro (Tony) e também do ex marido de Susan (Edward). Eu não vou contar a história do livro pra não estragar toda a experiência de vocês, mas é repugnante, violenta, revoltante, esclarecedora e também dá vida a dois dos melhores personagens da trama que é o caipira psicopata Ray Marcus (Aaron Taylor-Johnson) e o policial Bobby Andes (Michal Shannon). A terceira narrativa são flash backs do relacionamento de Susan com Edward e são as que mais me partiram o coração. Eu acho tão tragicamente real casos em que as pessoas acabam virando aquilo que elas sempre detestaram e isso é mais comum do que se imagina. É algo quase impregnado no nosso inconsciente. Principalmente quando a pessoa em questão é o pai ou a mãe. O filme tem um ar pesado e claustrofóbico. Não é pra qualquer um. Tenho certeza que muitos não vão gostar e eu não tenho como falar muito sem dar spoilers. Mas posso dizer que o romance de Edward é seu grito de desespero e angústia  e uma mensagem para que Susan entenda toda a dor que ela o causou. E uma coisa é certa: ela entende a mensagem.

Eu não gostei tanto assim de  Garota Exemplar (2014), mas se você gostou as chances de gostar desse são bem grandes.

É um filme sobre vingança. Mas não só sobre isso, é sobre arrependimento, escolhas ruins e tudo que torna uma pessoa verdadeiramente infeliz. É um filme para refletir. Não espere um suspense nem um filme bonito sobre relacionamentos. Na minha opinião é mais um drama obscuro que vai te dar muitos choques de realidade.

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Se alguém já assistiu comenta aqui. Queria muito deixar minhas teorias e opiniões sobre o final mas não teria como mesmo por causa de spoilers, mas deixem comentários. Quero muito saber o que acharam.

Até a próxima.

 

 

El Secreto de Sus Ojos – Review

Oi.

Comecei a assistir esse filme achando um pouco chato e comum e terminei chorando e me questionando sobre várias coisas da vida. Mais um filme que prova a grandiosidade do cinema argentino. Ele ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro e está disponível na Netflix.

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El Secreto de Sus Ojos (The Secret in Their Eyes) – de  Juan Jose Campanella, conta a história de um investigador criminal aposentado (Benjamin) que resolve escrever um romance sobre um dos casos mais marcantes de sua carreira: um brutal assassinato que ocorreu em 1974. Ele vai atrás então de sua ex chefe Irene que na época também fez parte da investigação. O filme é uma viagem de ida e volta no tempo entre Buenos Aires de 1974 e 2000. Ao estudar o caso novamente, o romance adormecido entre Benjamin e Irene também acorda. Não posso deixar de mencionar Sandoval, o assistente de Benjamin na investigação. Um bêbado muito carismático que tem um papel essencial na trama.

O filme gira em torno de duas histórias (mas de forma muito sutil). O caso do assassinato e o romance mal resolvido entre os dois. O roteiro do filme é surpreendente e muito sensível, você com certeza irá se identificar com alguns dos dilemas vivenciados pelos personagens. Mexe com todos os tipos de emoções. As atuações são impecáveis e os personagens muito bem construídos. A fotografia é maravilhosa e é repleto de cenas e diálogos marcantes.

“As pessoas podem mudar de tudo: de cara, de casa, de família, namorada, religião, de Deus. Mas tem uma coisa que não se pode mudar, Benjamín. Não se pode trocar de paixão.”

“Como se faz para viver uma vida vazia? Como se faz para viver uma vida cheia de nada?”

O silêncio está bastante presente também e os olhares são muito fortes. As cenas silenciosas conseguem passar exatamente o que o diretor quer passar. É um filme totalmente imersivo e quando você se dá conta, está completamente envolvido na história e preso a ele. Aborda vários temas de forma brilhante. Tem drama, tem suspense, tem investigação policial, tem romance e tudo muito bem estruturado e intenso. Fala sobre as injustiças do mundo e principalmente fala sobre a vida.

Dica: Não assistam Olhos da Justiça, que é o remake americano.

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Assistam.

The Wailing – Review

Oi,

No último fim de semana assisti The Wailing e me surpreendi. Eu tenho pra mim que filmes coreanos não são pra qualquer pessoa. Eu sempre gostei muito deles e dou preferência sempre. Um dos filmes que mais gosto e sempre indico é I Saw The Devil de Jee-woon Kim. As pessoas deveriam prestar mais atenção neles.

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The Wailing/Goksung (2016) – de Hong-jin Na, o filme se passa numa vila pacífica sul-coreana que começa a ter sua tranquilidade ameaçada quando os moradores aos poucos enlouquecem e começam a matar suas famílias e vizinhos num surto psicótico inexplicável. Os sobreviventes eram encontrados num estado meio catatônico, cobertos por bolhas, praticamente em decomposição e por conta disso começam a suspeitar do uso de cogumelos selvagens. Se você gosta de experimentar várias sensações durante um filme, esse será uma experiência incrível. Quando o sargento da polícia local (Jong-Goo) entra em cena com seu jeito atrapalhado e caricato, o filme chega a ser até engraçado, mas essa graça some completamente ao longo da trama. Não é um filme fácil de digerir e sempre que você acha que começou a entender o que está acontecendo ele dá uma reviravolta que te deixa até atordoado. Esse sim é um filme que desgraça sua cabeça. Hong-jin não poupou esforços para chocar e levar tudo até os extremos. Tudo começa a ficar ainda mais intenso quando a filha do sargento pega a mesma doença/maldição que os envolvidos nos assassinatos. Ele começa então a ouvir as pessoas da vila que suspeitam que tudo isso está acontecendo por causa de um forasteiro japonês (Jun Kunimura, que já fez Kill Bill de Quentin Tarantino e Audition de Takashi Miike) que começou a viver ali por perto e que segundo eles não é humano. Ele deixa também sua mãe trazer um xamã pra tentar ajudar a menina. A atmosfera inquietante do filme é pontuada por muita tensão, ocultismo, misticismo, suspense, investigação policial, possessões demoníacas e até uma pitada de humor. Hong-jin Na mostrou sua capacidade de mesclar de forma genial vários gêneros e de te desafiar durante o filme inteiro. A chuva é quase sempre presente e nos transporta pra lá de uma maneira que parece estar chovendo na nossa própria casa. Os cadáveres estão sempre no meio de muita lama e sangue. Tem morte por todo lado, dá pra sentir até o cheiro.

Assistam.

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The Conjuring 2 – Review

Oi,

antes tarde do que nunca, hoje vou indicar The Conjuring 2.

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The Conjuring 2, 2016 (Invocação do Mal 2) – De James Wan e baseado na história real de Enfield Poltergeist, o filme já começa fazendo referência a um dos meus filmes de terror favoritos: The Amityville Horror. O casal Ed (Patrick Wilson) and Lorraine Warren (Vera Farmiga) aparece investigando se os eventos ocorridos nesse massacre teriam ou não influência demoníaca. Lorraine usa sua habilidade de se comunicar com o sobrenatural e acaba tendo uma experiência fora do corpo onde vivenciou todos os assassinatos. Durante essa experiência ela encontrou a entidade demoníaca que a acompanha durante todo o filme. Uma freira demoníaca. E pra piorar ela teve uma visão da suposta morte de Ed.
Depois disso nos é apresentada a família Hodgson, na Inglaterra. A família é composta por uma mãe solteira (que sofre para manter sozinha a casa e os filhos sem a ajuda do marido que foi embora) e mais 4 crianças. Uma das crianças, Janet, começa a ter problemas durante a noite como ouvir barulhos estranhos e sonambulismo. Ela acorda várias vezes em uma poltrona velha que tem na casa. Esses eventos vão piorando até que o pior acontece.
Possessão demoníaca em crianças pra mim é sempre motivo suficiente para assistir um filme. Principalmente se ela é possuída por um velho que resulta em cenas bizarríssimas onde a menina fala e soa exatamente como ele. Depois de vários acontecimentos, as autoridades locais entram em contato com os Warrens para eles investigarem e determinarem se a família estaria ou não passando por um caso real de possessão ou se era só fingimento. O jeito que Wan brinca com as câmeras leva sempre o filme para um outro nível e produz um medo muito real. Me remete muito aos filmes antigos de terror dos anos 70 e 80 como The Omen, Poltergeist, The Shining e The Exorcist. Chegou até a me lembrar o filme recente The Babadook por usar cantos e rimas infantis e brinquedos para induzir mais ainda ao medo. Além de produzir um filme que é ambientado nessa época, ele usa e abusa de uma forma muito inteligente dos movimentos de câmera que eram usados nos filmes da época. Ele sabe muito bem como usar o som, música e zoom da câmera para induzir profundamente a sensação de terror. O primeiro filme da franquia, The Conjuring, foi uma surpresa enorme pra mim. Virou um dos meus favoritos de todos os tempos no meio de vários fracassos que estavam sendo lançados. Como fã, fiquei feliz e triste ao mesmo tempo quando descobri que sairia o 2. Mas não me decepcionei. Apesar de ainda preferir o primeiro, a sequência não deixa a desejar. Antes de The Conjuring 2 ser lançado, ainda teve Annabelle, não considero da franquia por não ter sido dirigido por Wan porém a boneca aparece no primeiro filme. Não existe nada em The Conjuring 2 que já não tenha sido feito antes em filmes de possessão, mas Wan é muito bom no que faz e por isso os filmes se destacam dos outros. Não espere algo melhor que o primeiro mas pode ter certeza que é outro filme extremamente bom.

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Medianeras – Review

Oi!
Ontem estava passando os canais e acabei começando a assistir um filme que estava passando. No começo não dei muita bola mas depois de um tempo notei que estava completamente presa a ele. Sou muito fã de filmes estrangeiros e a maioria deles me marca de alguma forma.

Medianeras (Sidewalls, 2011) – Escrito e dirigido por Gustavo Taretto, o filme se passa em meio ao caos de Buenos Aires e conta a história de duas pessoas particularmente neuróticas e bastante solitárias que foram feitas uma para a outra e são basicamente vizinhas e apesar de se cruzarem várias vezes, nunca se encontraram.

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Martin é agorafóbico e Mariana tem fobia de elevador. Me identifiquei muito com ambos. Retrata muito bem como o isolamento urbano e a internet aproximam e afastam as pessoas de uma maneira que chega até a ser perturbadora. Mostra bem a solidão vivenciada pelas pessoas nas grandes metrópoles. Acho que é muito fácil se identificar e compreender o filme pois descreve bem a realidade de alienação da era atual da internet. A solidão cotidiana em meio a arquitetura (que é muito bem explorada) é muito familiar. Mariana menciona várias vezes os livros de “Onde está o Wally” e isso me chamou atenção logo de cara. Já tive todos eles e sempre gostei muito. Fora que na cena final do filme, Martin, está vestido exatamente como Wally. Como não amar um filme com uma sacada dessas?

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Beijos.

Filmes baseados em histórias reais

Oi, pessoal. Tô passando aqui pra indicar dois filmes baseados em histórias reais que assisti recentemente: An American Crime e 3096 Days. Os dois estão disponíveis na Netflix e são bastante angustiantes.

An American Crime, protagonizado pela Ellen Page, conta a história de duas meninas que foram deixadas pelos pais aos cuidados da mãe de umas colegas da escola enquanto os pais estavam viajando a trabalho. O desenrolar da história é extremamente perturbador e revoltante. É um daqueles filmes em que a gente se pergunta como a humanidade consegue ser tão inacreditável e cruel com a sua própria espécie. Não somente pelo lado físico, mas principalmente pela pressão psicológica e traumática que o filme te faz submergir.

PS: esse filme remeteu muito a uma experiência artística incrível feita pela artista performativa Marina Abramovic que nos gera, no mínimo, uma reflexão absurda sobre o comportamento e a maldade humana. Link do vídeo: aqui. (Infelizmente só esta disponível o vídeo com legenda em inglês e áudio em inglês, ou um outro vídeo falando sobre a performance com áudio em espanhol; aqui).

 

3096 Days é um filme sobre os 3096 dias em que Natascha Kampusch ficou presa em cativeiro pelo lunático Wolfgang Přiklopil. É angustiante ver, mesmo que através de um filme ficcional, o que a menina passou. Perdendo praticamente toda a sua infância e adolescência trancafiada em um cubículo sem luz natural alguma, somente com uma entrada de ar, sem janelas, passando fome e sendo cruelmente abusada pelo seu sequestrador, principalmente de forma psicológica.

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Bite – Review

Oi pessoal,

Hoje passei aqui pra indicar um filme que quando foi lançado várias pessoas saíram da sala de cinema e vomitaram porque não aguentaram a nojeira. Nem preciso dizer que quando ouvi falar já fiquei louca pra assistir. É exatamente meu tipo de filme.

Bite (2016) – Do diretor Chad Archbald, Bite conta a história de uma noiva que sai em uma viagem com amigas para uma “despedida de solteira” onde acontecem algumas coisas inesperadas como uma noite em que ela não lembra muito bem o que fez com um estranho e também uma picada inocente de um inseto. Ela volta pra casa insegura a respeito do casamento e pra piorar tudo ela ainda perdeu a aliança na viagem. Antes de conseguir contar ao noivo como se sentia, ela começa a observar sintomas e mudanças no corpo. Primeiro uma infecção monstruosa na picada e ao longo do filme mais sintomas como audição super aguçada, pele caindo, começa a vomitar ácido e ovinhos nojentos começam a sair dela. Ela passeava com o cachorro de um vizinho idoso e depois que começou a mutação ele não quis mais sair com ela. Filmes que transformam as pessoas em coisas ou que deixam elas com doenças bizarras são meu gênero favorito de terror depois de possessão demoníaca. O diretor conseguiu misturar bem a parte psicológica dos personagens com a parte gore e nojenta do filme. Não focando somente em uma delas, pois acabaria deixando seu enredo muito raso. Posso citar outros filmes que gosto nesse estilo como Contracted (1 e 2), The Fly (1986) e Bug (2006). O começo do filme é meio chatinho e parece que vai ser mais um clichê. Mas a partir do momento em que ela volta pra casa ele começa de verdade. Eu daria uma atenção mais minuciosa aos detalhes da direção de arte do filme. O trabalho de cenário e maquiagem ficaram impecáveis. Com o passar das cenas, cada plano do filme vai ficando mais angustiante perante as transformações da protagonista. Pra quem tem estômago fraco é bom ficar preparado, mas dificilmente você estaria aqui me lendo se tivesse.

Beijos.

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The Witch – Review

Oi, pessoal.

Pra essa sexta-feira 13 eu decidi indicar um filme que assistimos recentemente.

A Bruxa (The Witch) dirigido por Robert Eggers se passa na Inglaterra durante o ano de 1630, narrado pela personagem Thomasin. Uma família se muda para uma casa isolada, onde cria alguns animais e cuida de uma pequena plantação. Coisas misteriosas e sombrias começam a acontecer no decorrer do filme, como a morte da plantação da família, o comportamento malévolo dos animais e o desaparecimento de um bebê do casal.

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O filme tem uma estética muito sombria e própria. Ele não passa nem perto dos filmes de terror convencionais. O lugar, o comportamento dos personagens, a postura dos animais, a velocidade dos diálogos, a intensidade do ritmo de montagem e a crescente perturbação que atormenta o clima inteiro durante o filme mostram na prática que o terror pode ir além da receita de bolo onde o espectador já consegue esperar o que vai acontecer e o que pode acontecer somente pelo crescente e decrescente da trilha sonora ou do movimento de câmera. Não é ruim, mas é manjado, é batido e passa a ser previsível. O filme é pesado em todos os aspectos, desde a sua narrativa até a própria locação. Quando me refiro a pesado, não estou me referindo a ser um lugar sombrio, assustador ou qualquer outra coisa que se assemelhe a locais obscuros. Não é. Ele é realmente pesado, há um peso no ar durante o filme inteiro e é aconselhável que se esteja entregue ao clima que ele traz; por isso indico que não assista a esse filme comendo ou fazendo qualquer outra coisa que te tire a atenção de algum modo, porque ele não pretende te prender. Ele é convidativo, tudo nele convida, mas nada te prende. E isso é o que deixa tudo mais interessante nele. A floresta que envolve a casa da família, principalmente durante a noite, se torna o elemento central de mistério e apreensão. Não vamos falar sobre sustos e suspenses pré definidos e compactados do terror convencional porque isso já foi bastante discutido desde o seu lançamento. Porém, diferentemente disso podemos afirmar que ele tem uma intensidade muito, mas muito mais assustadora e perturbadora do que qualquer outro filme recente do gênero. Ele próprio, em todo o seu enredo, é originalmente e envolventemente perturbador. Não é um filme pra matar a tua vontade de chocar. Ele não é chocante, não tem uma linha pré definida do clímax e não vai te preparar pra nada. Ele não tem essa pretensão. A trilha é arrepiante e algumas cenas arrepiam a espinha. Não por susto ou por espanto. Ele dá medo. Ele te transporta a um universo mais macabro e a um mistério desolador. Ele não se embasa na superficialidade do terror, que pra chocar e assustar, precisa ser excentricamente superficial e raso. Porque é anestésico. The Witch não tem essa pretensão. A maior pretensão desse filme é a densidade profunda a qual ele te transporta. E isso é muito mais do que um modelo pré meditado de suspense ou do gênero cinematográfico que tem como base central a elevação e a decadência do clímax a todo o momento durante o filme. O filme começa no clímax e termina com esse clímax, de forma sutil e envolvente. Esse é o charme e a beleza primordial dele: o mistério como base narrativa, não como base secundária para o clímax, mas como essência para toda a trama.

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“Black Phillip, Black Phillip
A crown grows out his head,
Black Phillip, Black Phillip
To nanny queen is wed.
Jump to the fence post,
Running in the stall.
Black Phillip, Black Phillip
King of all.

Black Phillip, Black Phillip
King of sky and land,
Black Phillip, Black Phillip
King of sea and sand.
We are ye servants,
We are ye men.
Black Phillip eats the lions
From the lions’ den.”

Luca Gebara e Débora Cechetto

The Visit – Review

Oi, pessoal.

Sempre assisto vários filmes no fim de semana, mas só posto aqui os que eu acho que valem a pena indicar.

Ontem, um dos filmes que assistimos nos surpreendeu porque fazia muito tempo que eu não levava susto com filmes. Do mesmo diretor de “O Sexto Sentido”, (Shyamalan) The Visit é um filme no formato Found Footage, (o que trouxe um ar bem interessante ao filme e funcionou extremamente bem com o que se propôs) que nos faz parecer que o tempo todo é filmado por dois irmãos que são os protagonistas.

Becca e Tyler, que são os dois irmãos, estão indo passar uma semana na casa dos avós que eles nunca viram porque a mãe saiu de casa durante a adolescência e nunca mais teve contato com os pais. Porém, desde o início da estadia os irmãos começam a perceber situações e comportamentos muito estranhos nos seus avós.tumblr_o404giJgFL1qi5n7no1_1280Pra gente, o mais interessante no filme além do enredo da história, por somar dois perfis que particularmente são os mais delicados para terror: a infância e a velhice; é a forma que ela é conduzida. O filme nos traz a sensação de que o tempo todo ele está sendo filmado com um único propósito: ser parte de um documentário dirigido pela irmã mais velha.

O mais interessante é que o filme permanece com uma qualidade de imagem, luz e cor muito boas e nada que se renda esteticamente ao estilo found footage além da sua linguagem. Então nada disso quebra o clima cinematográfico tradicional ou se arrasta em demasia como algumas pessoas sentem ao se depararem com filmes desse formato (se alguém tem preconceito com filmes nesse estilo seria legal dar uma chance a esse, pois ele nada tem a ver com o found footage convencional). Ao contrário do que é esperado, o estilo documental do filme humaniza mais ainda a reação dos protagonistas e a atuação dos atores, mas sem o ar de amadorismo que geralmente é a característica primordial do formato. O que também chama a atenção é como o filme consegue trabalhar com humor, (por mais clichê que seja o comportamento do irmão mais novo, ele consegue tirar muitas risadas e cativar ao mesmo tempo) sem perder em momento algum o propósito com o terror. O que é bastante difícil, porque geralmente o humor nos filmes de terror acaba por transformar o filme numa porcaria. E se alguém precisa de mais um motivo pra dar uma chance ao filme, lá vai: é um daqueles filmes com o final imprevisível. Geralmente a gente já tem uma ideia de como a trama do filme vai se encaminhando, mas aqui nós estamos lidando com o cara que fez o Sexto Sentido, e por mais que não seja nem metade do quão envolvente o filme seja, ele nos traz o filme todo novamente pela cabeça, desde o seu início, pra podermos digerir melhor o seu final.tumblr_o37qp3Pr6U1u8vtiuo1_r1_1280tumblr_o45blq2bnj1vnclugo1_500

Beijos.

 

Débora e Luca.

Southbound – Review

Southbound

Dos criadores de V/H/S, é uma antologia de 5 curtas e em todas elas as pessoas acabam descobrindo que estão presas no inferno. Eu achei bem agradável de assistir principalmente porque vai de pactos satanistas até cenas que me lembraram muito Twilight Zone (o curta do hospital, por exemplo). E mesmo as histórias que não são tão boas não são ruins ao todo também e tem algo a oferecer. A trilha sonora oitentista é a chave de ouro do filme e ajuda a nos transportar pro estilo movie road que ele tem. Com uma pegada um pouco diferenciada dos filmes de terror, cada curta é dirigido por um diretor, mas todos são entrelaçados um no outro de alguma forma, criando um ciclo finalizado pelo mesmo curta que dá início ao filme, Southbound merece uma atenção, principalmente pra quem gosta do gênero.

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Deixem comentários dizendo o que acharam do filme.

Beijos.

Silence is the loudest scream: We Are Still Here – Review

Oi pessoal, tem uma coisa que sempre acontece comigo: eu começo a assistir um filme e por algum motivo pauso ou paro de assistir e depois esqueço de continuar ou vou deixando de lado e nunca mais.
Ontem tava procurando filmes para assistir e lembrei de We are Still Here. Mais um filme que comecei e não terminei. Resolvi terminar e fiquei frustrada por não ter feito antes. Para os amantes dos filmes italianos como eu, esse filme é um prato cheio. Apesar de não ser italiano, é quase uma homenagem ao Fulci, em The House by the Cemetery.

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Dirigido por Ted Geoghegan, é um thriller meio retrô de casa amaldiçoada, mas com uma pitada a mais de violência e sangue. A história do filme é clichê: uma família lida com a perda do filho e o período de aceitação do casal, (Andrew Sensenig e Barbara Crampton, conhecida por ter feito o clássico Re-animator) que acabou de se mudar para uma casa nova com o intuito de um novo começo. O filme tem uma atmosfera de filmes de terror mais antigos, mas com uma vibe bem mais violenta (que é o que mais o diferencia).

Qualquer amante de filme de terror sabe que quando o filme começa com os personagens se mudando para uma nova casa, nada de bom pode ser esperado. A gente já sabe que o protagonista é a casa. Ou o que está nela.

Beijos.

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Starry Eyes – Review


Oi, pessoal.

Ontem postei um pequeno trecho de um filme no Twitter e disse que se fosse bom eu recomendaria aqui no Blog.

O filme se chama Starry Eyes (2014) e conta a história de Sarah, uma atriz que, como muitas tem o sonho de ser famosa e vive uma vida cercada de pessoas que ela não se identifica, trabalhando infeliz numa lanchonete para se manter enquanto esperançosamente busca ser chamada para um papel importante num filme.

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Starry Eyes, que está disponível na Netflix, é um terror que une dois extremos em um filme: começando por um conflito psicológico e posteriormente englobando uma estética gore. O que mais chama a atenção no filme, além da mudança física e psicológica da personagem central, é o mix de referências que é possível identificar. Ele nos remete de relance à Cidade dos Sonhos, de David Lynch, principalmente pela relação misteriosa e sutilmente simbólica entre os personagens (protagonista, a direção de atores, produtor), nos lembrando de O Bebê de Rosemary do Polanski nas cenas finais, com uma pegada mais visceral e sangrenta. Sem sombra de dúvidas o mais interessante do filme é como ele vai de um extremo a outro, atingindo tanto diretamente da atuação da protagonista quanto pelo ritmo fílmico, narrativo e nos cortes de câmera. Num determinado momento a gente percebe que se trata de um Thriller ou no máximo um terror psicológico, até que o filme se torna muito mais pesado, sanguinolento e com referências explícitas de trash e gore. Pelo que notamos o filme é muito pouco falado e que foi até um tanto quanto ignorado, mas ao todo está longe de ser considerado um filme ruim para o que se propõe ao gênero; embora também não se aprofunde muito cinematograficamente.

O filme é dirigido por dois diretores: Dennis Widmyer e Kevin Kolsch. Algumas cenas são muito boas, ainda mais pra quem curte muito sangue (o que inicialmente a gente nem imagina que vá se desenrolar durante o filme), a atuação da atriz protagonista Alex Essoe está muito boa, principalmente pela composição do personagem que dialoga com a ideia metalinguística do roteiro, trazendo um contraste grande na postura do mesmo, e pra quem gosta da pegada de rituais satânicos dos filmes antigos é um prato cheio. Detalhe pra trilha sonora que também é ótima.

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Se assistirem comentem ou se já assistiram, também. Beijos.

Débora e Luca

Don’t Move – Curta

Oi pessoal, passei pra deixar esse curta de terror de 13 minutos. Achei interessante a ideia principalmente pelo que acabou acontecendo. Não vou falar mais nada pra não dar spoiler e até porque tem 13 minutos.

Outra coisa que quero falar é que o meu canal andou meio parado porque eu estava viajando. Logo vai voltar ao normal que são 2 vídeos por semana. Beijos.

Chilling Visions: 5 Senses of Fear – Qual o seu sentido mais aguçado?

Oi pessoal, ultimamente as antologias estão voltando com tudo e fim de semana assisti Chilling Visions: 5 Senses of Fear e resolvi indicar pra vocês. No meu post antigo de lista de séries eu indiquei Masters of Horror que é uma obra prima pra mim e recomendo muito. Também já recomendei ABCs of Death e V/H/S que são do mesmo estilo.

Chilling Visions: 5 Senses of Fear é composto por 5 curtas de horror dirigidos por 5 cineastas diferentes e cada um deles foca de uma forma bizarríssima em cada um de nossos sentidos. O primeiro curta “Smell” foi dirigido por Nick Everhart e conta a história de um homem aparentemente infeliz e fracassado na vida que ganha de uma mulher que aparece misteriosamente em sua casa um perfume que “atrai” sucesso. Acho que já dá pra deduzir que isso é jogar merda no ventilador, né? Na hora eu já pensei naquelas propagandas de perfumes em que a pessoa usa e do nada vira dona do mundo.

O segundo curta “See” foi dirigido por Miko Hughes e conta a história de um oftalmologista louco que rouba as memórias das pessoas através de um líquido que retira dos olhos delas. Ele consegue ver tudo que acontece com elas e o que elas fazem e pinga nos próprios olhos pra ficar drogado. Ele acaba ficando obcecado por uma paciente e tudo fica totalmente mais doentio e fora de controle.

O terceiro curta “Touch” (meu favorito) foi dirigido pela Emily Hagins e conta a história de um garoto cego que sofre um acidente de carro com os pais e precisa ir sozinho buscar ajuda no meio da floresta e acaba encontrando um serial killer. As coisas que o menino faz para sobreviver são sensacionais e foi um dos únicos que eu realmente consegui sentir de verdade a importância do sentido.

O quarto curta “Taste” dirigido por Eric England e foi um dos que eu menos gostei mas gostei mesmo assim. Conta a história de um homem que foi fazer uma entrevista de emprego sem saber exatamente sobre o que era. Quando soube não quis aceitar e descobriu da pior maneira que sua chefe era uma devoradora de homens. As cenas são muito boas. Eu quero aquela máscara.

O quinto curta e meu segundo favorito “Listen” dirigido por Jesse Holland e Andy Mitton é no estilo found footage e conta a história de dois documentaristas que estão gravando sobre uma música de piano que deixa todo mundo que a escuta totalmente insano ou morto.

Uma das coisas que mais gostei no filme é que ele serve muito como crítica social principalmente no primeiro curta que aborda o Cheiro (Smell) e no quarto que aborda o Paladar (Taste). Todos eles têm ligação entre si mas só nos últimos começa a ficar mais notável.

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Assistam e depois me contem o que acharam. Beijos.

 

Are you living in the real world? – Coherence – Review

Oi, pessoal. Hoje passei aqui pra indicar um dos melhores filmes que assisti ultimamente. É de ficção científica e explora bastante a física quântica atráves de lapsos temporais. Não posso deixar de citar filmes que exploram esse tema como Back to the Future (1985) e The Butterfly Effect (2004).

Do diretor James Ward Byrkit, Coherence (2013) conta a história de um grupo de amigos que estão em um jantar enquanto um cometa passa pela Terra. A trama me deixou muito envolvida desde o começo e me senti como se fizesse parte da história. Ele é filmado praticamente em um só espaço e explora a teoria das realidades paralelas de um jeito tão bom que eu não sei nem o que dizer. Não é preciso um conhecimento na área pra ficar completamente intrigado com o filme. Ele deixa qualquer um num estado de confusão mental fora do comum. Impossível não se questionar se você é você, se você está na realidade certa ou se as pessoas que estão perto de você são de outra realidade. Me lembrei bastante de Fringe e Twilight Zone também. O filme também explora de uma forma muito boa a experiência imaginária do gato de Schrödinger. Quem é viciado em ficção científica e adora um filme que deixa um nó no cérebro não pode perder.

Trailer aqui.

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Beijos.

 

Ich seh Ich seh (Goodnight Mommy) – Review

Oi pessoal, me indicaram esses dias esse filme e gostei bastante quando vi o trailer. Percebi que estavam fazendo muita propaganda em cima e vi que muitas pessoas se decepcionaram e eu, geralmente, quando gosto muito de um trailer acabo não gostando tanto assim do filme porque enfiaram tudo de bom ali. Então assisti achando que não ia gostar mas acabei gostando e não foi pouco.

Ich seh Ich seh (Goodnight Mommy, 2014) – Um filme de Veronika Franz e Severin Fiala, que se passa na Austria, conta a história de dois irmãos (gêmeos) e sua mãe que acaba de voltar pra casa depois de uma cirurgia e está com o rosto todo enfaixado e deformado parecendo uma múmia. Não sei vocês mas se tem algo que eu gosto além de um bom terror psicológico é um bom terror psicológico com criancinhas no meio. E melhor ainda: GÊMEAS. Quem consegue esquecer das irmãs gêmeas de The Shining? “Come play with us, Danny.”

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Devido a aparência e mudança de comportamento da mãe, Lukas e Elias começaram a duvidar se quem estava por baixo daquelas faixas era realmente a mãe deles. Além da crueldade com um dos filhos, ela removeu da casa todas as fotos do marido (ex), começou a exigir silêncio total na casa durante sua recuperação, encomendou pizza congelada pra anos pra ninguém precisar sair de casa por um bom tempo pra ir ao mercado. Eles estavam isolados. Os meninos preferiam brincar no lado de fora. Na maior parte do tempo era fazendo coisas comuns de crianças mas logo nota-se que algo não está certo. Quando a mãe finalmente retira as faixas do rosto é que tudo fica fora de controle e realmente tu comprovas que algo não estava certo mesmo. Nesse ponto tu não sabes mais do lado de quem estás. Os enquadramentos determinam bastante a compreensão da trama. A partir daí a tortura e violência são insanas até o fim do filme. Eu recomendo muito. Gostei desde o comecinho. Só não assistam achando que vai ser um horror estilo que dá medo como parece no trailer. Ele está mais para Funny Games.

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Deixem comentários. Beijos.

If it’s in a word or it’s in a look, you can’t get rid of the Babadook – Review

Oi pessoal, passando aqui pra indicar mais um filme.

The Babadook (2014) – Confesso que a primeira vez que assisti eu parei antes da metade mas resolvi dar outra chance esses dias e não me arrependi. O que mais gostei no filme é que retrata bem como nossos medos podem nos afetar e nos controlar. A maioria das histórias de terror são baseadas em medos internos. Essa é a história de uma mãe (Amelia) que perdeu o marido de forma trágica bem no dia em que deu à luz a seu filho Samuel. Ele é uma criança bem diferente das outras, bastante problemática, barulhenta, vive tendo pesadelos com monstros e constrói armas para lutar contra eles (me identifico). Amelia chega num ponto em que não consegue encontrar tempo para cuidar dela mesma, dormir e cuidar do filho ao mesmo tempo e aí que tudo começa a acontecer. Eles encontram um livro chamado Mr. Babadook em casa e Samuel teima que o monstro que aparece nos seus sonhos é o do livro e aos poucos a própria mãe acredita que ele está perseguindo os dois e querendo matá-los. Em filmes como The Amityville Horror e The Shining, os pais que são impulsionados por forças sobrenaturais e acabam virando ameaças para seus filhos. Mas em The Babadook a diretora Jennifer Kent fez isso com uma mãe, o que eu raramente vejo. Outro ponto interessante do filme é que no fim das contas não tem como saber se tudo é delírio da mãe ou se existe realmente um monstro. E o melhor de tudo é que mostra bem como nós podemos negar os problemas e tentar fingir que eles não estão ali esperando que sumam que não vai adiantar. O melhor é sempre enfrentá-los e aprender a conviver com eles. Vale bastante a pena assistir e tem na Netflix.

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Espero que gostem. Beijos.

Disturbing Night

Oi pessoal.

Ontem baixei um filme pensando que fosse outro e no fim das contas acabei gostando bastante dos dois e resolvi indicar aqui pra vocês.

The Afflicted (2010) – Conhecido também por Another American Crime, é baseado em uma história real de abuso sobre uma mãe de quatro filhos e é narrado pelo ponto de vista da filha mais nova que escreve tudo numa espécie de diário. A mãe é uma fanática religiosa explosivamente violenta e faz os filhos passarem por tudo quanto é tipo de atrocidade. É baseado no caso real de Theresa Knorr. Pra quem gosta de filmes pertubadores de terror psicológico eu recomendo muito. Apesar de ser um pouco mal feito ele retrata bem o horror que as crianças passam e a mente insana da mãe. É de revirar o estômago principalmente por ser baseado em fatos reais.

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Afflicted (2013) – Sobre dois melhores amigos que resolvem fazer uma viagem pelo mundo documentando tudo pela câmera. Um deles tem uma doença neurológica grave que acaba sendo “curada” durante a viagem e substituída por outro tipo de aflição. Apesar dos clichês todos o filme acabou sendo uma surpresa pra mim. É no estilo found-footage e conseguiu me empolgar mesmo sendo sobre vampiros que dificilmente sai algo bom hoje em dia.

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Beijos.

Filmes para espantar a depressão de domingo

Oi pessoal, passei aqui hoje só pra indicar uns filmes que assisti e gostei nos últimos dias. Só os dois últimos são de terror.

C’est pas moi, je le jure – Me identifiquei muito. Todo mundo deveria assistir.

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Nightcrawler – Prendeu minha atenção até o fim e meu coração ficou o tempo todo acelerado. Esse tipo de personagem que o Jake Gyllenhaal interpretou (muito bem por sinal) sempre me cativa.

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Relatos Salvajes (Wild Tales) – 6 curtas sobre pessoas surtando psicoticamente de uma forma hilária com as injustiças da vida. Morri assistindo.

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Housebound – Terror pra rir, horror comédia dos bons com umas surpresas sangrentas.

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Jessabelle – Nada que eu não tenha visto antes mas achei um bom filme, com momentos reais de terror apesar de alguns previsíveis. Adoro histórias com voodoo no meio e coisas do tipo. Vale a pena assistir, foi o melhorzinho que assisti dos últimos que saíram do gênero.

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Espero que gostem das sugestões. Beijos.

 

Movie Night

Oi pessoal,

Hoje passei aqui pra deixar alguns filmes que gosto bastante. Alguns são de terror, outros não. Porém todos pertubadores de alguma forma. Tenho extrema dificuldade em escolher coisas favoritas e por isso eles não estão em nenhuma ordem específica. Coloquei os que vieram na cabeça hoje. Espero que gostem. Lá vai:

À l’intérieur (2007)

Frontière(s)(2007)

Haute tension (2003)

Martyrs (2008)

Das Experiment (2001)

Hei tai yang 731 (1988)

Snuff 102 (2007)

Pink Flamingos (1972)

Taxidermia (2006)

Enter the Void (2009)

Irreversible (2002)

Seul Contre Tous (1998)

Profondo Rosso (1975)

Kill List (2011)

Pi (1998)

C’est arrivé près de chez vous (1992)

The Woman (2011)

I Spit on your Grave (1978)

Audition (1999)

Ichi the Killer (2001)

I Saw the Devil (2010)

The Conjuring (2013)

Fire in the Sky (1993)

Dark Skies (2013)

Eraserhead (1977)

Antichrist (2009)

The Cabin in the Woods (2012)

Los ojos de Julia (2010)

Bug (2006)

Låt den rätte komma in (2008)

Gummo (1997)

Blade Runner (1982)

Braindead (1992)

Mad Max (1979)

Nekromantik (1987)

Taxi Driver (1976)

Full Metal Jacket (1987)

Event Horizon (1997)

August Underground (2001)

Se assistirem ou já assistiram algum ou vários deixem comentários me contando. Outro dia faço só terror ou só clássicos. Algo mais temático. Gosto bastante de todos que estão aí. Não coloquei trailer porque acho que engana muito. Só mais uma coisa, sobre remakes e serve pra tudo na vida: Don’t mess with the originals.

Beijos.