The Eyes of My Mother – Review

Oi,

 

Vocês não imaginam a minha felicidade sempre que assisto um filme de terror bom o suficiente que me deixe com vontade de postar aqui. Comentei esses dias que está mais fácil encontrar a felicidade do que um filme de terror bom atual. Mas eu sou insistente e sempre encontro alguma coisa por aí. Desde que bati os olhos nesse filme eu tive certeza que eu ia gostar mas não imaginei que seria tanto e foi bem diferente do que eu esperava mas de uma maneira positiva. Não sei como não assisti ele antes.

The Eyes of My Mother (2016): escrito e dirigido por Nicolas Pesce, o filme é um conto mórbido sobre a solidão e a maldade humana dividido em três partes (Mãe, Pai, Família) que conta a história da jovem Francisca (Kika Magalhães) que acabou ficando sozinha na fazenda em que vivia com sua família. A fotografia do filme é belíssima e o fato de ser em preto e branco deixa tudo mais incômodo, intragável e perturbador. A atmosfera sombria e silenciosa em conjunto com a tensão do roteiro vai te causar uma sensação de mal-estar do começo ao fim. Apesar do filme se passar em uma fazenda isolada nos EUA, a família possui laços com Portugal e os personagens falam Inglês e Português. Eu enxerguei na Francisca um pouco de Norman Bates (Psycho) e me remeteu muito aos filmes The Night of the Hunter do Charles Laughton e Kárhozat do Béla Tarr, o que me fez gostar mais ainda do filme. Ao longo dos três atos podemos observar o crescimento da personagem e a sua psicopatia aflorando aos poucos. Apesar da violência não muito explícita, não anula nada o quão doentio esse filme é. Não possui muitas falas e mesmo assim consegue proporcionar um clima inquietante. São 76 minutos de filme e vale cada segundo assistido. Não é nada previsível e também não é um filme para todos.

“A solidão pode fazer coisas estranhas com a mente.” O filme retrata a dor da perda, o medo da solidão e as consequências catastróficas que isso pode causar na mente de uma pessoa. Delicado, poético, tenebroso e perturbador. Não deixem de assistir.

   

até a próxima.

Maquiagens favoritas

Oi,

 

Finalmente passei aqui pra mostrar pra vocês as maquiagens que uso no dia a dia. Sempre me perguntam nos comentários das fotos quais são as minhas favoritas principalmente corretivo, pó, base e blush.

Eu não costumo usar base porque eu não acho muito necessário na minha pele, mas como sei que é difícil encontrar uma no tom certo e vocês sempre me pedem, vou deixar aqui uma que recebi uma vez da Make Up For Ever e é bem clarinha. A cobertura é leve e 80% da sua fórmula é de água com infusão de pró vitamina B5. Ajuda na hidratação e melhora a elasticidade. Ela é à prova d’água e é muito fácil de aplicar. Está disponível em 12 tons e o meu é o mais clarinho. R210.

Vou indicar 3 corretivos que funcionam muito bem pra mim: os dois primeiros são da MAC e ambos são na cor NC15. O líquido é o Pro Longwear Concealer e o em creme é o Studio Finish Concealer. Quando eu vou sair sem me produzir muito eu gosto de usar só o de potinho. Passo um pouquinho nas olheiras e pronto. Eu gosto MUITO dele, o único defeito é que acumula um pouco nas linhas de expressão. O Pro Longwear já tem uma cobertura mais potente e o acabamento é matte natural. O ponto positivo é que não precisa usar muito produto pra chegar no resultado desejado, o negativo é que é praticamente impossível tirar quantidades pequenas por causa da embalagem. Sempre acaba saindo muito.

O outro que eu vou indicar é o corretivo líquido Color Adapt da Make B. de O Boticário. A cor também é bem clarinha e tem uma cobertura ótima e de longa duração. A cor que uso é “nude”. Ele é oil free e tem FPS 15.

O pó que estou usando é esse  Matte Finishing Powder da Nyx, é mineral e a cor dele é a MFP01.

Vou indicar os dois blushs que mais tenho usado no momento. Os dois são bem rosinha e eu gosto muito deles. Um é em creme e o outro em pó. Primeiro vou mostrar o Ombré Blush da Nyx, a cor que eu uso é a Mauve Me, OB04. Sou apaixonada por ele.

O outro que vou indicar é um blush cremoso da Make Up Forever que eu uso muito principalmente quando quero uma aparência mais natural. A cor dele é a 215. Ele se adapta perfeitamente na pele e fica com um aspecto muito saudável. Dá pra controlar a quantidade e a intensidade da cor por ser cremoso. Ele é HD e tem longa duração.

O bronzer que estou usando é o Matte Bronzer na cor Deep Tan MBB05 da Nyx. Tem que bater bem o pincel pra tirar o excesso porque ele é bem forte. Parece sujeira se não espalhar direitinho, principalmente em pele mais clarinha.

De uns tempos pra cá fiquei muito viciada em iluminador e não vivo sem. Eu adoro o efeito que ele deixa na pele. Eu tenho usado bastante a paleta da Nyx Illuminating Palette, o número dessa minha é STGP01. Todas as cores são lindas. O Iluminador Ritualistic na cor IBB04 também da Nyx e o meu favorito que é o Pro Light Fusion da Make Up For Ever.

Eu não costumo pintar muito meus olhos, não uso delineador (por pura falta de habilidade), o máximo que eu faço é passar alguma sombra bem de leve, rímel e quando preciso me arrumar mais coloco cílios postiços. Vou indicar as duas paletas de sombras que eu mais uso: Dream Catcher Palette da Nyx na cor Golden Horizons DCP01. Ela é simplesmente maravilhosa. Eu amo sombra marrom e todos os tons de marrom dela são lindos.

A outra que vou indicar é uma com cores neutras lindas da Make Up For Ever. Da linha Artist,  Pallete 9.

De rímel não tem segredo nenhum, a única coisa diferente que faço é passar esse Big&Loud lash primer antes mesmo de passar o curvex pra depois aplicar o rímel. É tipo um primer/base para preparar os cílios para receber a máscara. De resto só vou passando várias camadas mesmo. Os que mais uso:

Para sobrancelhas depende muito do que eu quero no momento. Geralmente não uso nada ou quando preciso corrigir alguma coisa uso sombra para sobrancelhas ou se estiver com pressa passo lápis mesmo (que não faz muito bem usar nessa região). Uso um quarteto para sobrancelha da Dailus e quando quero fazer ela bem marcada uso um kit da Make Up For Ever.

Faz pouco tempo que descobri a importância de usar primer e a diferença que ele faz na pele na hora de aplicar maquiagem. Às vezes eu nem quero me maquiar e uso só o primer, já faz uma diferença enorme na pele. Diminui os poros e as linhas finas e deixa um aspecto bem aveludado. Os dois que tenho pra indicar são da Nyx. É o Photo Loving Primer e o Pore Filler.

Os pincéis que eu uso são basicamente esses. Os primeiros são da Eco Tools, uma marca totalmente cruelty free e ecologicamente correta. Eles espalham a maquiagem perfeitamente e são muito macios.

O primeiro eu uso para contorno, o segundo para iluminador, o terceiro uso para corretivo, o quarto e o quinto são para a região dos olhos e o duo de esponjas eu uso para aplicar corretivo e pó. Gosto de usar elas úmidas com água termal para espalhar o corretivo. Fica ótimo.

Os no estilo “escovinha” eu uso mais para contorno de nariz, sobrancelha, blush e lábios.

Por último vou indicar a água termal que eu uso. Que é a da Avene. Eu uso ela antes da maquiagem e às vezes depois de pronta também. Como já falei no meu post de cuidados com a pele, ela possui várias funções que garantem uma pele muito mais saudável. Dá pra usar como tônico, fixador de maquiagem, para combater a vermelhidão e irritação, hidratação, para finalizar a rotina de limpeza do rosto, acelerar cicatrização de espinhas, diminuir olheiras e acalmar a pele num geral.

Nessa foto eu estou usando uma maquiagem simples que sempre faço. Estou com protetor solar, primer, corretivo studio finish nas olheiras, o blush cremoso nas bochechas e usei um pouco como sombra e no nariz também só pra dar uma corzinha, iluminador pro light fusion, bronzer e rímel. Dei umas batidinhas com um batom matte rosa na boca também. Não quis botar batom nesse post porque ficaria muito longo e são muitos. Prefiro fazer outro só com meus favoritos do momento outro dia.

Espero que vocês tenham gostado, qualquer dúvida ou se tiverem alguma indicação pra mim é só deixar nos comentários.

Beijos.

 

Lista de filmes de terror – Netflix

Oi,

Já faz bastante tempo que vocês me pedem pra fazer uma lista com alguns filmes de terror disponíveis na Netflix, resolvi aproveitar o carnaval pra fazer uma. Eu geralmente posto aqui no blog os filmes que eu gosto tanto que me dão vontade de escrever sobre eles, pra despertar em vocês alguma vontade de assistir também. Geralmente esses filmes não chegam a ir pra netflix e precisam ser baixados mesmo, por isso vou ser breve no post já que é uma lista e não sobre um só como eu costumo fazer.

Vou começar por alguns que já indiquei e escrevi sobre aqui no blog e que estão disponíveis lá:

Raw (Grave), 2016 – Escrevi sobre esse filme no ano passado, pra dar uma olhada no post é só clicar aqui.

Pieles (Skins), 2017 –  Não é de terror mas eu quis colocar aqui porque é bem perturbador. Já escrevi sobre ele aqui no blog também, só clicar aqui.

What We Do In The Shadows (2014) – Eu não sou muito fã de comédias mas essa eu recomendo pra todo mundo, já postei aqui no blog também. Como é uma comédia com criaturas sobrenaturais, acho que se encaixa no post. O post está aqui.

Busanhaeng (Train to Busan) 2016 – Quem me conhece sabe o que eu acho sobre os filmes de zumbis atuais e como estão saturados mas esse eu recomendo muito e vale muito a pena assistir. O post sobre ele está aqui.

The Visit (2015) – Esse é um filme que passa bem despercebido em uma lista mas quando você assiste te surpreende positivamente. Vale a pena assistir. Já escrevi sobre ele também aqui.

Starry Eyes (2014) – Eu gosto bastante de Starry Eyes porque mistura terror psicológico com gore, também já escrevi sobre ele aqui.

The Babadook (2014) – Eu acho The Babadook muito pouco valorizado, vejo muita gente dizendo que achou ruim. Mas pra mim é um ótimo filme, acho que as pessoas assistem errado esperando o lado terror da coisa quando na verdade o filme usa o terror pra representar medos e transtornos metaforicamente. Já escrevi sobre ele aqui.

It Comes at Night (Ao Cair da Noite) 2017 – Quando assisti esse filme fiquei em dúvida se gostei ou não, mas ele ficou comigo por alguns dias. É uma história pós-apocalíptica totalmente focada na paranoia humana. O filme é silencioso e inquietante. Você só vai respirar aliviado quando terminar. Ou não.

The Cabin in the Woods (2012) – Eu lembro que na época esse foi um dos melhores filmes de terror lançados em anos, ainda é. Quem ainda não assistiu vale a pena dar uma olhada. É um filme muito inteligente que engloba todos os elementos do horror clássico e um pouco de comédia. É surpreendente do começo até o fim.

The Invitation (2015) – Um Thriller psicológico imperdível. Quanto menos você souber sobre o filme antes de assistir, melhor.

It Follows (2015) – Confesso que não gostei tanto assim desse filme como todo mundo mas achei ótimo em alguns aspectos e vale muito a pena assistir. A trilha sonora é hipnótica e faz toda a diferença na atmosfera intensa do filme. É um thriller psicológico perturbador com uma narrativa super inteligente. Ele ainda explora temas como doenças sexualmente transmissíveis e abuso sexual.

Insidious (2011) – Esse é o primeiro e melhor filme de todos os lançados até agora (recentemente saiu o 4). Me remete muito aos filmes tradicionais de terror antigos de casa assombrada. É quase um Poltergeist moderno com uma estética retrô.

O canal (2014) – Me surpreendi bastante com esse filme, não dava nada por ele mas no fim das contas possui uma atmosfera bem sombria e assustadora. A trilha sonora contribuiu bastante para criar o suspense do filme. Algumas cenas são bem bizarras e eu lembro delas até hoje e faz bastante tempo que assisti. O filme te passa uma sensação de que tudo vai piorar sempre.

El Bar (2017) – Mistura de humor negro com thriller mostrando mais uma vez o instinto de sobrevivência do ser humano na sua forma mais primitiva na hora do desespero.

 

Se eu lembrar de mais algum eu coloco aqui. Outro dia faço uma lista de filmes de outros gêneros também.

Até a próxima.

E se os gatos desaparecessem no mundo?

Oi.

 

Hoje eu vim trazer um filme um pouquinho diferente dos que eu costumo indicar aqui. Apesar de ser fã de horror no geral, não é só esse tipo de filme que assisto. Quando li o título desse filme eu logo já torci meu nariz e me fechei totalmente pra ele. Mas fiquei instigada e acabei assistindo. Como uma amante dos gatos, foi o título mais assustador que já vi na vida.

If Cats Disappeared From The World (Sekai Kara Neko Ga Kietanara), 2016 – Um filme japonês baseado no romance “Sekai Kara Neko ga Kieta nara” do produtor Genki Kawamura (que é um dos produtores dessa adaptação realizada por Toho) e dirigido por Akira Nagai, conta a história de um carteiro sem nome (Takeru Sato) que mora sozinho com seu gato e descobre estar com um tumor cerebral inoperável e mortal. Ele só possui alguns dias de vida. Ao chegar em casa, se depara com uma “cópia” dele mesmo sentada no sofá. O “visitante” em essência soa como o diabo e afirma para o carteiro que ele morrerá no dia seguinte. Porém, faz uma proposta quase que irrecusável. Ele terá um dia a mais de vida por cada coisa que ele permitir que o demônio remova da face da terra. A partir daí, o protagonista começa a perceber aos poucos o que importa realmente na vida e como uma pequena coisinha pode mudar o rumo de tudo. Entra em uma jornada de lembranças de suas experiências com amigos, familiares e relacionamentos amorosos. Pouco a pouco ele vai sentindo a solidão tomar conta e percebe que certas coisas são insubstituíveis e de nada vale estar vivo sem elas. O filme é um pouco parado pra quem não está acostumado com filmes japoneses, mas o roteiro é muito envolvente. Um verdadeiro drama existencialista. Apesar das implicações desastrosas com o nome, não é um filme sobre gatos desaparecendo (ufa!). E se você for amante dos felinos como eu, vale muito a pena assistir. O filme é muito sensível e possui uma grande profundidafe emocional. Seria muito fácil se livrar de coisas que não se gosta e logicamente não é assim que funciona.

“Para conseguir alguma coisa temos que perder alguma coisa.”

O “diabo” que escolhe o que vai tirar e são sempre coisas de grande valor emocional para o protagonista que quando são apagadas, todas as conexões e lembranças relacionadas também desaparecem, levando com elas amores e amizades muito importantes. Cada item retirado nos faz mergulhar cada vez mais dentro da mente do protagonista.

“Se os gatos desaparecessem no mundo, como esse mundo mudaria?
Se eu desaparecer no mundo, quem na terra ficaria triste por mim? “

O filme foi gravado em Hakodate e Hokkaido, no Japão; Buenos Aires e Cataratas do Iguaçu. A fotografia é maravilhosa. E de quebra temos a companhia de gatinhos lindos e companheiros daquele jeitinho só deles. Que só quem tem gato vai entender quando ver. Meu coração ficou muito quentinho com algumas cenas. O filme passa uma mensagem linda sobre a vida.

Assistam e me contem depois. 🙂

A Ghost Story – Review

Oi,

Tenho tanto filme pra indicar que demorei mais ainda pra postar por não saber por onde começar. Decidi postar primeiro então um filme que ficou comigo por bastante tempo depois que eu assisti. É um daqueles filmes que talvez você não entenda, mas nunca vai esquecer.

A Ghost Story (2017) – Escrito e dirigido por David Lowery e protagonizado por Casey Affleck e Rooney Mara, o filme possui uma atmosfera melancólica do começo ao fim. É uma história de fantasma contada de um ponto de vista totalmente diferente. Casey Affleck (aqui conhecido como “C”) é um homem que depois que morre em um acidente, vira um fantasma (com direito a lençol branco e dois furinhos nos olhos) e começa a coabitar com sua amada Rooney Mara (“M”) na casa em que moravam. Sem conseguir se comunicar com ela, mesmo querendo desesperadamente, ele passa os dias observando tudo acontecer. Seria essa uma visão do purgatório? O filme ilustra de forma brilhante a passagem do tempo, além da memória, do luto, da solidão e da perda. A singularidade do roteiro te deixa sem palavras e com uma sensação de vazio tão grande que desperta todos os seus maiores medos a respeito de distanciamento físico e emocional.

É um filme tão solitário que vai crescer em você e te acompanhar por muito tempo. Vai te dar arrepios de um jeito totalmente diferente do que outros filmes do gênero já deram algum dia. Ele possui também um alívio cômico em que em algumas cenas ironiza situações clássicas de filmes de assombração. A fotografia e trilha sonora nos arremessam direto pra dentro do filme. Todas as músicas se encaixam de forma genial em cada cena. Ele foi gravado em uma resolução 4:3 para retratar perfeitamente a sensação de claustrofobia sentida pelo fantasma. As variações de cores entre tons frios e quentes usadas em cada momento para retratar exatamente o que o diretor quis nos passar é impossível de não ser notada. A fotografia é tão impecável que consegue transmitir perfeitamente tudo que o fantasma sente embaixo do lençol mesmo sem aparecer. É uma figura totalmente desolada e estática, olhando tudo a sua volta com uma tristeza incompreensível enquanto o tempo passa e o mundo inteiro vai mudando em torno dele e ele é deixado totalmente no limbo. Novos moradores se mudam para a casa, os anos viram séculos e o tempo começa a perder todo o sentido.

O filme possui poucos personagens, praticamente um cenário e quase nenhum diálogo e mesmo assim transmite com maestria todas as sensações e ideias. A narrativa é um pouco lenta mas é muito eficiente. Não é um filme pra qualquer um, mas eu recomendo muito e prometo que vocês não vão esquecer dele tão cedo. Eu acho que Lowery conseguiu transmitir profundamente como realmente é estar morto.

Espero que vocês gostem e sintam ele tanto quanto eu gostei e senti.

Até a próxima, deixem comentários.