Monthly Archives: setembro 2016

Cabelo novo – Parte 2

Oi.

Semana passada eu resolvi pintar novamente o cabelo porque além de ter ficado mais claro do que deveria por estar branco, ele desbotou muito e já estava um ruivo quase loiro. Meu objetivo é voltar pra minha cor natural e parar de pintar de novo. Como falei nesse post aqui.

Dessa vez além de pintar eu cortei ele na altura dos ombros mais ou menos. Quero me livrar da tintura logo e o melhor jeito é cortando. Fora que ficou 100% mais saudável.

Como da outra vez desbotou muito rápido, dessa vez eu não usei a 6.34 (que é o tom do meu cabelo), eu usei a 6.0 porque fica um pouco mais escura.

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Vou postar umas fotos aqui com luzes diferentes pra vocês conseguirem ver direitinho a cor.

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Me perguntaram bastante sobre hidratação e se eu continuava usando todos os produtos que já mostrei aqui, então resolvi indicar aqui mais algumas coisas. Tirando isso continuo usando as mesmas coisas de antes também menos os produtos pra cabelo loiro.

Shampoo e Condicionador da linha Ultra Hydratation plus da Truss, para cabelos ressecados e que passaram por bastante processo químico. Não tem sal nem corantes e são para uso diário. O cabelo fica bem limpinho e a hidratação/recuperação é bem intensa. Restauram profundamente os cabelos. Principalmente se passaram por alguma descoloração. Na composição deles tem Pantenol, Avocado Oil e Queratina.

Eu tenho mania de intercalar sempre os shampoos e condicionadores porque se usar sempre os mesmos, por mais que funcionem bem, eles param de fazer o mesmo efeito. Então toda vez que lavo os cabelos eu uso um diferente ou mudo por semana. Eu uso bastante a linha Miracle que indiquei no meu outro post sobre quando escureci o cabelo. Aqui.

Eu costumo misturar o shampoo um pouco com água sempre e como os da Truss são bem densos faz bastante espuma e limpa muito bem.

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Outra máscara que repara e hidrata intensamente os cabelos é a Specific Mask. É indicada para todos os tipos de cabelo. Na sua composição ela tem queratina, silicone, pantenol, colágeno e óleo de argan que são essenciais para a recuperação e hidratação profunda. Ela rende muito também e o cheiro é muito bom.

Se os cabelos estiverem hidratados é bom deixar por 5 minutos, mas se estiverem danificados pode deixar uns 10 minutos. Pode usar de 1 a 3 vezes por semana.

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Vou indicar mais duas coisas que eu não fico sem. Já falei sobre elas mas acho importante mostrar de novo principalmente porque muita gente usa secador e chapinha. Primeiro vou falar do Hair Protector que é um protetor térmico que tem proteção (UV) e também serve como desembaraçante. Ele recupera a estrutura natural dos cabelos e protege do calor da chapinha e do secador. Eu uso sempre secador e não deixo de passar ele nunca. Até quando deixo secar naturalmente eu uso. O outro que vou indicar é o Uso Obrigatório que é um reconstrutor capilar que deve ser aplicado depois do shampoo e antes do condicionador. Ele é antifrizz e recupera a flexibilidade e elasticidade dos cabelos. Ele pode ser usado como protetor térmico também.

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Acho que é isso, o resto já indiquei tudo aqui no blog. É só olhar na categoria Cabelos. Se tiverem dicas de produtos deixem nos comentários.

Beijos.

 

Sobre amor e relacionamentos

Acordei do nada no meio da madrugada pra variar e tive um sonho com meu avô. Eu morei com meus avós a minha infância inteira e sempre fui muito apegada a eles. Desde que meu avô faleceu a vida virou um borrão pra mim. Nos meus sonhos ele está sempre vivo e ainda procuro ele quando vou na casa da minha vó (que ainda está viva). Faz 4 anos já e pra mim ainda é difícil ir lá. Isso é terrível porque quero passar mais tempo com ela e tenho um bloqueio enorme pra conseguir superar isso. Totalmente egoísta da minha parte. Se eu não supero imagina ela? Mas eu não vim falar de morte, vim falar de amor e relacionamentos. Meus avós ficaram juntos a vida inteira e, pelo menos desde que eu nasci, nunca presenciei uma briga feia ou alguma dificuldade entre os dois. Foram quase 70 anos juntos, 11 filhos. Tenho certeza que se algum dia existiu alguma eles conversaram, se entenderam e superaram. As coisas não duram mais. As pessoas não têm mais paciência de crescer e cuidar de um relacionamento. Elas estão preguiçosas. Quando as dificuldades começam a aparecer simplesmente desistem e procuram outro. Quando eu penso em relacionamento eu sempre lembro dos meus avós. Eu sou do tipo de pessoa que sempre quis um amor pra vida toda. Meu vô sempre acordou mais cedo pra fazer o café da manhã pra minha vó e uma coisa que eu nunca esqueço é que no fim da vida, quando ele já estava completamente fora desse plano por causa da doença horrível que é Alzheimer, teve uma manhã que ele levantou cedo e escapou pra cozinha (escapou porque já estava em um estágio que não podia fazer mais nada sozinho), botou a mesa pros dois, a xícara especial dela, o pão como ela gosta, as coisinhas dele. Mesmo não lembrando de mais nada quase, dela ele nunca esqueceu. Nem desses detalhes. Os dois estavam sempre juntos, sempre sentavam um ao lado do outro pra assistir tv de mãos dadas. Mesmo quando era pra assistir novela que ele não gostava mas minha vó sim, ou pra assistir jogo e noticiários que ele gostava e ela não. Companheirismo é isso, né? Às vezes a gente até pede desculpa mesmo quando não tem culpa porque o amor é maior que o ego. Eu me pergunto se antigamente as pessoas se esforçavam mais pra dar certo porque casamento era algo muito mais permanente do que hoje em dia e divórcio era meio que um absurdo. Logicamente não acho que quando duas pessoas estão realmente infelizes elas não devam se separar. Mas será que as pessoas estão esquecendo o que é o amor? O que é crescer junto com alguém e aceitar todos os defeitos da pessoa da mesma forma que aceita suas qualidades? O que mais vejo por aí são pessoas que deixam de gostar das outras pelo mesmo motivo que começaram. Às vezes nem por um defeito, mas por uma coisa que no começo era atraente e no fim ficou irritante e insuportável. Todo mundo que se sente incompleto busca em outra pessoa algo que preencha isso. Depois de um tempo, quando passa o calor da paixão e adrenalina do começo do relacionamento e as coisas se acalmam, as pessoas se frustram por não se sentirem completas ainda e culpam a outra. Como se fosse obrigação da outra preencher um vazio. Como se fosse ela a culpada pela sua infelicidade. E assim já sai a procura de algo novo e mais satisfatório que proporcione aquela falsa sensação de novo. Se sentir completo é obrigação de cada um. É algo que só a própria pessoa pode fazer por ela mesma. Se você joga essa responsabilidade para os outros, todos os relacionamentos que tiver serão fracassados e você vai entrar em um loop infinito de uma procura sem fim. Será que antes as pessoas se esforçavam mais ou será que hoje as pessoas não se esforçam nem um pouco? É fato que as pessoas estão cada vez mais perdidas e tristes. E isso dificulta muito. O amor é uma plantinha que tem que regar e cuidar. E cuidar muito bem pra não murchar. O amor é lealdade, é paciência, é respeito, é tolerância, é persistência, é desistir de ter controle, é fácil, é insuportável, é comprometimento. Se ele não for tudo isso não serve pra nada. Não é suficiente. Uma pessoa tem vários lados e mesmo vivendo uma vida inteira com ela é possível não conhecer todos. Dá pra se apaixonar várias vezes pela mesma pessoa redescobrindo ela sempre. Se encantar por algum detalhe novo que ainda era desconhecido. Quando duas pessoas se amam e estão realmente focadas em ficar juntas não existe nada que atrapalhe. É importante não deixar morrer o romance ao longo dos anos, se preocupar com o bem estar da pessoa e comemorar sempre com ela suas vitórias e estar ali para apoiá-la nas derrotas. É importante saber a diferença entre a hora de dar colo e a hora de falar; é importante saber escutar e confortar. Dialogar é tão essencial quanto conseguir ficar quietinho só sentindo a presença da pessoa sem falar uma palavra. Ser envolvido por ela e envolvê-la. Ao mesmo tempo que abrir muito o coração pra alguém é dar o poder pra esse alguém te machucar, é impossível que alguém te ame verdadeiramente sem essa abertura. Sem saber teus medos e falhas. Sem conhecer quem é você realmente. A pessoa precisa amar a outra pelo que ela é e não pela imagem que criou e idealizou dela na própria cabeça. Poucas coisas são mais aterrorizantes e prazeirosas do que amar e ser amado genuinamente. E quando real sempre vai valer o risco.

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Make Up For Ever – Base Water Blend e batom Artist Rouge

Oi,

Testei alguns lançamentos da Make Up For Ever e passei aqui pra mostrar direitinho pra vocês.

Base Water Blend 

Essa base é bem levinha e o acabamento dela é muito bom. Eu não costumo usar base por nunca acertar na cor e por não ter muita necessidade pra minha pele. Eu gostei bastante dessa porque deixa a pele com um brilho natural e por 80% da sua fórmula ser de água com infusão de pró vitamina B5. Ajuda na hidratação da pele e melhora a elasticidade. Ela é à prova d’água e é muito fácil de aplicar. Está disponível em 12 tons e esse que vou mostrar é o mais clarinho. R210. Ficou perfeito em mim.

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Batom Artist Rouge

Coleção de batons super pigmentados em colaboração com Icona Pop e Colby Smith. A cobertura deles é muito boa e uniforme. São 46 cores. Vou mostrar 6.

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O primeiro é o C503 e é um lilás bem clarinho. A textura dele é cremosa.

O segundo é o M500 e é um vinho matte maravilhoso.

O terceiro é o M100 e é um nude matte.

O quarto é o C600 e a cor dele é branca. Ele é cremoso. Nunca tinha visto um batom branco antes. Alguém me disse que serve também pra passar por baixo de outros pra misturar e fazer outras cores.

O quinto é o M204 e é um rosa escuro matte puxado pro vermelho.

O último é o C604 e é um preto cremoso.

Gostei muito de todos eles principalmente do segundo, terceiro e quinto. Vou usar bastante. Tanto a base quanto os batons foram lançados nesse mês e estarão disponíveis na Sephora.

Tirei uma foto com o C503 e usando a base também.

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Beijos.

The Conjuring 2 – Review

Oi,

antes tarde do que nunca, hoje vou indicar The Conjuring 2.

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The Conjuring 2, 2016 (Invocação do Mal 2) – De James Wan e baseado na história real de Enfield Poltergeist, o filme já começa fazendo referência a um dos meus filmes de terror favoritos: The Amityville Horror. O casal Ed (Patrick Wilson) and Lorraine Warren (Vera Farmiga) aparece investigando se os eventos ocorridos nesse massacre teriam ou não influência demoníaca. Lorraine usa sua habilidade de se comunicar com o sobrenatural e acaba tendo uma experiência fora do corpo onde vivenciou todos os assassinatos. Durante essa experiência ela encontrou a entidade demoníaca que a acompanha durante todo o filme. Uma freira demoníaca. E pra piorar ela teve uma visão da suposta morte de Ed.
Depois disso nos é apresentada a família Hodgson, na Inglaterra. A família é composta por uma mãe solteira (que sofre para manter sozinha a casa e os filhos sem a ajuda do marido que foi embora) e mais 4 crianças. Uma das crianças, Janet, começa a ter problemas durante a noite como ouvir barulhos estranhos e sonambulismo. Ela acorda várias vezes em uma poltrona velha que tem na casa. Esses eventos vão piorando até que o pior acontece.
Possessão demoníaca em crianças pra mim é sempre motivo suficiente para assistir um filme. Principalmente se ela é possuída por um velho que resulta em cenas bizarríssimas onde a menina fala e soa exatamente como ele. Depois de vários acontecimentos, as autoridades locais entram em contato com os Warrens para eles investigarem e determinarem se a família estaria ou não passando por um caso real de possessão ou se era só fingimento. O jeito que Wan brinca com as câmeras leva sempre o filme para um outro nível e produz um medo muito real. Me remete muito aos filmes antigos de terror dos anos 70 e 80 como The Omen, Poltergeist, The Shining e The Exorcist. Chegou até a me lembrar o filme recente The Babadook por usar cantos e rimas infantis e brinquedos para induzir mais ainda ao medo. Além de produzir um filme que é ambientado nessa época, ele usa e abusa de uma forma muito inteligente dos movimentos de câmera que eram usados nos filmes da época. Ele sabe muito bem como usar o som, música e zoom da câmera para induzir profundamente a sensação de terror. O primeiro filme da franquia, The Conjuring, foi uma surpresa enorme pra mim. Virou um dos meus favoritos de todos os tempos no meio de vários fracassos que estavam sendo lançados. Como fã, fiquei feliz e triste ao mesmo tempo quando descobri que sairia o 2. Mas não me decepcionei. Apesar de ainda preferir o primeiro, a sequência não deixa a desejar. Antes de The Conjuring 2 ser lançado, ainda teve Annabelle, não considero da franquia por não ter sido dirigido por Wan porém a boneca aparece no primeiro filme. Não existe nada em The Conjuring 2 que já não tenha sido feito antes em filmes de possessão, mas Wan é muito bom no que faz e por isso os filmes se destacam dos outros. Não espere algo melhor que o primeiro mas pode ter certeza que é outro filme extremamente bom.

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Insônia

Eu estava aqui tentando lembrar como é dormir tranquilamente. Desde criança quando eu ainda morava com meus avós (era só eu e minha mãe) eu já tinha medo do escuro. Lembro que quando ela saía de noite eu ia lá me enfiar no meio deles, de medo. Eu dormia no mesmo quarto que ela. Sempre tive pesadelos e nunca consegui dormir com as luzes totalmente apagadas.
Até hoje preciso de tv, abajur ou da luz do computador. Acho que isso foi agravando com o tempo. Nunca me acostumei a acordar cedo, apesar de sempre ter estudado de manhã. Eu lembro que minha mãe me vestia enquanto eu dormia e me colocava na van pra ir pra escola. Quando saímos da casa dos meus avós eu ganhei meu primeiro quarto sozinha, não sei se foi bom ou ruim. Depois dessa época tive que me acostumar a dormir sozinha sem minha mãe (que começou a dormir com meu padrasto) e sem meus avós que não moravam mais comigo. Lembro que eu fazia eles dormirem de porta aberta e eu deixava a minha aberta também (era uma de frente pra outra). Acho que lá pelos 15 anos comecei a tomar remédios para dormir. Nessa época eu comecei a presenciar todos os tipos de distúrbios do sono. Eu via coisas, tinha paralisia do sono, sonhos lúcidos e tudo de ruim que pode acontecer quando a pessoa não consegue dormir bem. Uma vez fiquei tão traumatizada com uma paralisia do sono que tive na casa da minha prima (que estava em reforma e sem porta no quarto) que nunca mais consegui deixar nenhuma porta aberta. Até hoje tenho pânico de portas abertas.

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Uma coisa que sempre ouvi e escuto até hoje é pra tentar ficar sem dormir o máximo possível pra assim regular o sono ou cansar bastante durante o dia pra chegar à noite e dormir. Nunca adiantou pra mim. Posso estar com o corpo e a mente completamente em estado de exaustão que não adianta nada. Houve um tempo em que em certos períodos do dia eu conseguia dormir com mais facilidade, como depois de amanhecer e de tarde. Já que o dia estava claro o suficiente pra eu não precisar de nenhuma luz artificial pra não ficar no escuro. Eu nunca consegui um sono de qualidade durante a noite, mesmo com remédios o meu sono “não pega no tranco”. É o período que eu mais tenho pesadelos e paralisias do sono. Eu praticamente acordo de hora em hora desesperada com alguma coisa. Nunca dura. Se eu dormir antes das 2 da manhã eu vou acordar sem sono algum no máximo às 3 da manhã (horário amaldiçoado).

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Já tomei tudo quanto é tipo de remédio, inclusive indutores de sono e sedativos e sempre acordo umas 2 horas depois quando o efeito passa. Isso quando não dá efeito contrário e ataca minha ansiedade de uma forma monstruosa. Hoje em dia a maioria nem faz mais efeito. Já passei pela clínica do sono algumas vezes e fiz vários exames procurando uma explicação. Já tentei coisas como chás, apometria, acupuntura, meditação, magnésio e melatonina. Já tentei também músicas que estimulam o sono. Já tentei magia negra. Bruxaria. Exorcismo.

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Não consigo mais dormir muitas horas seguidas independente do horário. O sono é sempre conturbado e acordo muitas vezes. Não preciso falar o quanto o sono é importante e essencial na vida e na saúde (mental e física) da pessoa e que o horário certo para se dormir é infelizmente à noite. Não digo certo por ser imposto e sim pela saúde do corpo mesmo. A pessoa começa a ter vários problemas depois de uma vida trocando o dia pela noite. Não é nada saudável. E eu não estou falando de dormir o dia todo e não ter sono à noite, estou falando em não ter sono nunca. E quando ele vem é frágil, não dura e traz perturbações.

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Não importa quantas horas eu durma, sempre acordo com a sensação de não ter dormido nada. Vivo num estado constante entre ter muito sono pra ficar acordada mas não o suficiente para dormir. Acho que é uma das piores prisões que já me enfiei.

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Quando eu tinha só depressão era um pouco mais fácil dormir, tudo era melhor do que ficar acordado, não que hoje não seja, mas hoje tem a ansiedade de brinde pra fazer o inferno acontecer na minha cabeça sempre que encosto ela no travesseiro. Acho que eu seria outra pessoa hoje se meu sono fosse normal. É difícil manter o humor estável, a sanidade, a vontade de viver e até se alimentar bem quando o sono não é bom. Eu fico pensando muito por horas, o cansaço é cada vez pior. Irritabilidade alta sempre. Hoje em dia parece que é um cansaço que nem se eu dormisse por 5 mil anos passaria. Parece um ciclo sem fim. Um pensamento atropela o outro. Penso em tudo e em nada ao mesmo tempo. É tanta coisa passando pela cabeça que não dá pra diferenciar uma da outra. E é assim toda vez que tento dormir. É desesperador. A insônia pra mim é um tipo de tortura. Pra quem não sabe, a insônia não é só não conseguir dormir. É também não conseguir manter um sono contínuo e acordar o tempo inteiro. Um cérebro insone é um dos mais paranoicos e criadores de teorias da conspiração (principalmente aquelas que conspiram contra si mesmo). Eu evito totalmente deitar e tentar dormir sem estar completamente esgotada e fechando meus olhos. Isso é tentar suicídio pra mim. A gente pode se matar várias vezes sem morrer durante toda a vida. Quando eu deito pra dormir e em uns 30 minutos ainda não consegui eu já logo procuro algo pra fazer pra não entrar na espiral do horror que a insônia causa. Na maioria das vezes falho e não só entro como mergulho nela de cabeça.

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Acordar é meio que uma afronta, é sempre horrível. Talvez por isso eu tenha tanta dificuldade pra dormir, inconscientemente. Pra não ter que acordar depois. Nosso cérebro é uma armadilha e nos prega peças o tempo inteiro. Quando eu tenho compromisso aí mesmo que nem com uma porrada na cabeça eu durmo. As horas passam rápido e devagar ao mesmo tempo e o desespero em ver elas passarem e ter cada vez menos tempo pra dormir é quase que viciante.

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O meu sono é tipo um gato arisco, o melhor a se fazer é não pensar nele, respeitar o espaço e ignorá-lo. Pra daí sim ele vir até mim quando sentir que está na hora. Quanto mais pensar e tentar chegar nele, mais ele vai se afastar. Eu já desisti de muitas coisas pra poder dormir. Quem dorme mal entende e valoriza muito o sono quando ele vem. Tem que agarrá-lo com todas as forças. Quem deita a cabeça no travesseiro e simplesmente dorme não sabe a sorte que tem (ou sabe, mas não valoriza por ser algo natural). Espero um dia ter essa sensação. Acho que pode transformar a minha vida. Tem gente que diz “dormir é tão bom que nem acredito que é de graça”, pra mim custa bem caro e pago duas vezes. Uma tentando dormir e outra acordando. Se eu pudesse escolher um superpoder eu escolheria sem dúvida o poder de controlar o sono, pra conseguir somar ele e guardar pra usar depois. Pra conseguir ter noites tranquilas. Sem interrupções, pesadelos e assombrações. Por enquanto a cura que eu mais acredito é a sugerida pelo Hitchcock. Tem o vídeo lá em cima do post.

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Já fiz um post sobre paralisia do sono. Link aqui.

E outro sobre sonhos aqui.